Kennedy: governo não teria votos para aprovar a reforma da previdência

Jornalista Kennedy Alencar diz que o governo avalia se uma "nova concessão poderia resultar na aprovação" da proposta; "A concessão seria suavizar ainda mais as regras para os funcionários públicos que ganham altas aposentadorias, como juízes e procuradores da República; segundo o blogueiro, "para aprovar o atual projeto, o governo não teria votos hoje" "No texto original, a equipe econômica estimava uma economia de cerca de R$ 800 bilhões em dez anos. Com o texto que está em debate atualmente, essa economia deve cair para R$ 400 bilhões em dez anos"

Kennedy: governo não teria votos para aprovar a reforma da previdência
Kennedy: governo não teria votos para aprovar a reforma da previdência (Foto: Dir.: Ueslei Marcelino/Reuters)

247 - "Apesar de o governo dizer publicamente que não pretende mudar a nova versão da reforma da Previdência, já desidratada em relação ao texto anterior, há articuladores políticos consultando partidos aliados e perguntando se uma nova concessão poderia resultar na aprovação do tema na Câmara em 19 de fevereiro", diz o jornalista Kennedy Alencar. "A concessão seria suavizar ainda mais as regras para os funcionários públicos que ganham altas aposentadorias, como juízes e procuradores da República. Seriam contemplados os funcionários que ingressaram no funcionalismo até 2003".

De acordo com o blogueiro, "para aprovar o atual projeto, o governo não teria votos hoje. Bateu o desespero e, portanto, avalia ceder novamente". "No texto original, a equipe econômica estimava uma economia de cerca de R$ 800 bilhões em dez anos. Com o texto que está em debate atualmente, essa economia deve cair para R$ 400 bilhões em dez anos. Se for feita a concessão, a equipe econômica prevê que o impacto será de R$ 100 bilhões a menos. Ou seja, uma reforma que economizaria R$ 300 bilhões em dez anos", acrescenta.

Jornalista diz que "o lobby de juízes e procuradores é o que mais pressiona o governo a mudar a reforma. Esse lobby ilustra como os mais ricos lutam por privilégios e contribuem para a concentração de renda e a desigualdade social no país".

"Esses privilegiados deveriam ter vergonha de querer mudar a reforma da Previdência, pois, mesmo com o texto atual, já manteriam boa parte dos seus luxuosos benefícios. Para piorar, usam o discurso do combate à corrupção para justificar altas aposentadorias e supersalários que furam o teto constitucional, como se a reforma da Previdência ou fim da farra do auxílio-moradia e outros penduricalhos, fossem uma retaliação _o que é uma mentira".

Leia a íntegra no Blog do Kennedy Alencar

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