Kennedy: MP adota linha política em denúncia contra Lula

Para o jornalista, "há uma parte da denúncia que tem um discurso político muito claro feito pelo procurador da República Deltan Dallagnol", que "fica na teoria do domínio do fato ao usar expressões na seguinte linha: 'não existe outra conclusão possível', 'a corrupção no Brasil foi a maior que já se teve' e 'não dá para o Lula dizer de novo que não sabia'"; Kennedy Alencar acredita que, sem "evidências", a denúncia contra Lula "fragiliza" o procurador e "inflama o País"

Para o jornalista, "há uma parte da denúncia que tem um discurso político muito claro feito pelo procurador da República Deltan Dallagnol", que "fica na teoria do domínio do fato ao usar expressões na seguinte linha: 'não existe outra conclusão possível', 'a corrupção no Brasil foi a maior que já se teve' e 'não dá para o Lula dizer de novo que não sabia'"; Kennedy Alencar acredita que, sem "evidências", a denúncia contra Lula "fragiliza" o procurador e "inflama o País"
Para o jornalista, "há uma parte da denúncia que tem um discurso político muito claro feito pelo procurador da República Deltan Dallagnol", que "fica na teoria do domínio do fato ao usar expressões na seguinte linha: 'não existe outra conclusão possível', 'a corrupção no Brasil foi a maior que já se teve' e 'não dá para o Lula dizer de novo que não sabia'"; Kennedy Alencar acredita que, sem "evidências", a denúncia contra Lula "fragiliza" o procurador e "inflama o País" (Foto: Gisele Federicce)
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247 – Para o jornalista Kennedy Alencar, o Ministério Público adota uma linha política na denúncia contra o ex-presidente Lula. "A análise da denúncia exige uma separação entre o que foi um discurso político e as acusações técnicas. Nesse contexto, há uma parte da denúncia que tem um discurso político muito claro feito pelo procurador da República Deltan Dallagnol, que falou em 'propinocracia' no Brasil e em 'perpetuação criminosa no poder'", escreve ele.

"Num primeiro momento, Dallagnol fez um discurso político. A corrupção sempre existiu no Brasil, mas a explanação do procurador dá a entender que ela teria começado com o PT. O procurador fala da descoberta do maior escândalo de corrupção no Brasil", prossegue o colunista. Ele lembra que o procurador, no início, "fez um preâmbulo político para falar que Lula era o 'comandante máximo' do esquema de corrupção na Lava Jato". Mas "a respeito disso, a denúncia não traz evidências".

"Fica na teoria do domínio do fato ao usar expressões na seguinte linha: 'não existe outra conclusão possível', 'a corrupção no Brasil foi a maior que já se teve' e 'não dá para o Lula dizer de novo que não sabia'. Essa é uma linha muito política", conclui o jornalista. Para Kennedy Alencar, apesar de o MP não trazer evidências, "é muito alta a chance de o petista ser condenado".

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