Kennedy: Planalto torcia por Hillary Clinton

"Nos bastidores, o governo brasileiro reagiu com decepção e surpresa em relação à vitória de Donald Trump na eleição americana. Para o Palácio do Planalto, a principal questão é saber se o discurso conciliatório de Trump pós-eleição se confirmará ao montar a equipe, escolhendo seus secretários de governo, e no exercício da Presidência", diz o jornalista Kennedy Alencar

Republican U.S. presidential nominee Donald Trump and Democratic U.S. presidential nominee Hillary Clinton speak during their presidential town hall debate at Washington University in St. Louis, Missouri, U.S., October 9, 2016. REUTERS/Jim Young
Republican U.S. presidential nominee Donald Trump and Democratic U.S. presidential nominee Hillary Clinton speak during their presidential town hall debate at Washington University in St. Louis, Missouri, U.S., October 9, 2016. REUTERS/Jim Young (Foto: Leonardo Attuch)

Por Kennedy Alencar, em seu blog

Nos bastidores, o governo brasileiro reagiu com decepção e surpresa em relação à vitória de Donald Trump na eleição americana. Para o Palácio do Planalto, a principal questão é saber se o discurso conciliatório de Trump pós-eleição se confirmará ao montar a equipe, escolhendo seus secretários de governo, e no exercício da Presidência.

Há temor de que Trump interrompa o crescimento da economia dos Estados Unidos, o que teria efeito negativo sobre o Brasil. Na campanha, Trump propôs construir muros, numa alusão à muralha que prometeu construir na fronteira dos Estados Unidos com o México.

Resta saber se, na Presidência, ele terá uma visão mais pragmática para construir pontes com outros países, incluindo o Brasil.

Para o governo brasileiro, são importantes negociações para aumentar o comércio entre os países nas três Américas, a do Norte, a Central e a do Sul. Se Trump seguir o discurso eleitoral, o Brasil terá dificuldade para aumentar o comércio continental.

Do ponto de vista planetário, será preciso ver se Trump cumprirá a promessa de fazer uma guerra comercial com a China, país fundamental para o crescimento da economia internacional.

Mundo afora, as expectativas são de um período de incertezas econômicas e políticas, o que pode levar gerar retrocesso global. Ou seja, má notícia para um país como o Brasil, que tenta sair da recessão.

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