Kennedy sobre saída de JB: "nasce um político"

Jornalista afirma que Joaquim Barbosa, que anunciou hoje sua aposentadoria, "vive isolamento no Supremo e deverá, no médio prazo, seguir carreira política"; "Livre de um cargo que o limita politicamente, abrirá seu leque de opções eleitorais", escreve Kennedy Alencar

Jornalista afirma que Joaquim Barbosa, que anunciou hoje sua aposentadoria, "vive isolamento no Supremo e deverá, no médio prazo, seguir carreira política"; "Livre de um cargo que o limita politicamente, abrirá seu leque de opções eleitorais", escreve Kennedy Alencar
Jornalista afirma que Joaquim Barbosa, que anunciou hoje sua aposentadoria, "vive isolamento no Supremo e deverá, no médio prazo, seguir carreira política"; "Livre de um cargo que o limita politicamente, abrirá seu leque de opções eleitorais", escreve Kennedy Alencar (Foto: Gisele Federicce)

247 - "Hoje nasce um político", avalia o jornalista Kennedy Alencar em seu blog, sobre o anúncio da aposentadoria de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal. Kennedy afirma que Barbosa "vive isolamento no Supremo e deverá, no médio prazo, seguir carreira política". Para as eleições de outubro, no entanto, o ministro já perdeu o prazo. Leia abaixo o comentário:

Aposentadoria de Barbosa: hoje nasce um político

O anúncio da aposentadoria do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, significa que hoje nasce um político. Barbosa tem dito que vai se aposentar devido ao cansaço e da necessidade de cuidar da saúde. Mas ele vive isolamento no Supremo e deverá, no médio prazo, seguir carreira política. No início do ano, em encontro com a presidente Dilma Rousseff, Barbosa disse a ela que pensava em se aposentar em junho. Também relatou que cogitava criar uma fundação.

Barbosa fez bem ao ficar fora da eleição de 2014, mas, no médio prazo, poderá ser candidato a senador pelo Rio ou até a presidente. Ele tem capital político para um voo solo. Com 59 anos, poderia ficar mais 11 anos no Supremo. Mas, livre de um cargo que o limita politicamente, abrirá seu leque de opções eleitorais. Barbosa foi o presidente mais forte da história do Supremo. Colocou o combate à corrupção no topo da sua gestão. Ele vai deixar o tribunal num momento em que perdeu sustentação interna. A decisão de negar trabalho externo ao ex-ministro José Dirceu deverá ser derrubada pelos colegas em plenário.

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