Kiko Nogueira: Boris Casoy continua mestre em puxar o saco

O jornalista Kiko Nogueira avalia a entrevista que Bolsonaro concedeu a Boris Casoy e constata que "o jornalista, por tabela, também considera os Bolsonaros amigos e assim os trata"; "Flávio pôde desfilar suas alegações estapafúrdias para os 48 depósitos de R$ 2 mil sem levantar uma sobrancelha do interlocutor", expõe Kiko; "o programa satisfez a curiosidade dos telespectadores que se questionavam se Boris Casoy ainda estava vivo", completa

Kiko Nogueira: Boris Casoy continua mestre em puxar o saco
Kiko Nogueira: Boris Casoy continua mestre em puxar o saco (Foto: Reprodução)

Por Kiko Nogueira, no DCM - Com uma ou outra exceção, as perguntas e respostas das entrevistas de Flávio Bolsonaro à Record e à RedeTV na noite de domingo foram as mesmas.

Boris Casoy, em particular, brilhou com um talento irrepreensível de sicofanta na emissora de Marcelo de Carvalho.

Boris, por tabela, também considera os Bolsonaros amigos e assim os trata.

Ele saiu do script acertado previamente em duas ocasiões e em ambas foi patético.

Abriu o bate papo com uma levantada de bola espetacular, caprichando no beicinho.

“Queria saber se o senhor se sente perseguido. O que move as pessoas que estão vazando esse noticiário? Por que está indo a público”, quis saber. 

Em outras palavras: por que essa massa de informação que cheira a trambique não ficou escondida, mano?

Flávio pôde desfilar suas alegações estapafúrdias para os 48 depósitos de R$ 2 mil sem levantar uma sobrancelha do interlocutor.

Ao final, outra cortesia da casa: “Como o cidadão Flávio Bolsonaro está encarando toda essa questão? O ser humano, como é que se sente?”

Faltou completar: “Sinta-se abraçado, Flavinho”.

O programa satisfez a curiosidade dos telespectadores que se questionavam se Boris Casoy ainda estava vivo.

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