Kotscho: por que o STF não pode trabalhar na quarta-feira da semana santa?

"Com todo respeito, sem querer me meter no trabalho dos outros, mas já não estaria na hora do STF rever alguns hábitos e procedimentos, adaptando-os à realidade do país em que o tribunal adquiriu inédita proeminência nos últimos tempos?", questiona o jornalista Ricardo Kotscho

"Com todo respeito, sem querer me meter no trabalho dos outros, mas já não estaria na hora do STF rever alguns hábitos e procedimentos, adaptando-os à realidade do país em que o tribunal adquiriu inédita proeminência nos últimos tempos?", questiona o jornalista Ricardo Kotscho
"Com todo respeito, sem querer me meter no trabalho dos outros, mas já não estaria na hora do STF rever alguns hábitos e procedimentos, adaptando-os à realidade do país em que o tribunal adquiriu inédita proeminência nos últimos tempos?", questiona o jornalista Ricardo Kotscho (Foto: Leonardo Lucena)
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247 - "Como a sessão começou a discutir se aceitava ou não julgar o pedido de Lula só depois das três da tarde, por ter votado antes um outro assunto (doações ocultas de campanha), não deu tempo de julgar o mérito do habeas corpus", escreve o jornalista Ricardo Kotscho.

"Ato contínuo, a presidente Cármen Lúcia, argumentou que, diante da hora adiantada, era melhor encerrar os trabalhos e convocar uma nova sessão. Para quando? O pleno do STF só costuma se reunir às quartas-feiras (ultimamente, também às quintas), mas Cármen Lúcia lembrou que semana que vem é feriado. Feriado mesmo, para os simples mortais, é só na Sexta-Feira Santa, que eu saiba. Mas, para os supremos ministros, o feriadão dura a Semana Santa inteira e, portanto, eles só poderiam voltar a se reunir na quarta-feira de 4 de abril, 13 dias depois", diz.

O blogueiro reforça que, "por 6 votos a 5, o pedido do advogado foi atendido e Lula garantiu mais alguns dias de liberdade". "Em casos graves como esse, com repercussões na vida política e econômica do país, não seria o caso do STF abrir uma exceção e trabalhar na próxima quarta feira, já que não é feriado nacional?", questiona. "Com todo respeito, sem querer me meter no trabalho dos outros, mas já não estaria na hora do STF rever alguns hábitos e procedimentos, adaptando-os à realidade do país em que o tribunal adquiriu inédita proeminência nos últimos tempos?".

Leia a íntegra no Balaio do Kotscho

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