Laura Carvalho diz que mercado nunca teve simpatia pela democracia

"A suposta simpatia do 'mercado' pelo autoritarismo é muito menos surpreendente do que a tentativa de Bolsonaro de tornar-se um candidato do sistema, que daria continuidade à política econômica de Michel Temer. A julgar pela impopularidade dessa agenda, pode ser um tiro no pé de uma candidatura que já tem feito tanto mal ao país", escreve Laura Carvalho

"A suposta simpatia do 'mercado' pelo autoritarismo é muito menos surpreendente do que a tentativa de Bolsonaro de tornar-se um candidato do sistema, que daria continuidade à política econômica de Michel Temer. A julgar pela impopularidade dessa agenda, pode ser um tiro no pé de uma candidatura que já tem feito tanto mal ao país", escreve Laura Carvalho
"A suposta simpatia do 'mercado' pelo autoritarismo é muito menos surpreendente do que a tentativa de Bolsonaro de tornar-se um candidato do sistema, que daria continuidade à política econômica de Michel Temer. A julgar pela impopularidade dessa agenda, pode ser um tiro no pé de uma candidatura que já tem feito tanto mal ao país", escreve Laura Carvalho (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - Em sua coluna na Folha de S.Paulo, a economista Laura Carvalho criticou o suposto apoio do "tal mercado" à candidatura de Jair Bolsonaro.

Confira abaixo trechos do texto:

"Quando as estruturas de poder já são altamente concentradas, o livre mercado apenas reforça o status quo, impedindo que o conjunto da sociedade seja beneficiado pela geração de riqueza. O neoliberalismo atuaria, portanto, como uma forma alternativa de repressão das demandas democráticas, tornando desnecessário o uso do autoritarismo para o mesmo fim.

Diante de seus efeitos nefastos para a maioria da população, muitos têm atribuído à agenda promovida pelo "mercado" a culpa pela emergência de movimentos de extrema direita "antissistema" ao redor do mundo.

Nesse sentido, a suposta simpatia do "mercado" pelo autoritarismo é muito menos surpreendente do que a tentativa de Bolsonaro de tornar-se um candidato do sistema, que daria continuidade à política econômica de Michel Temer. A julgar pela impopularidade dessa agenda, pode ser um tiro no pé de uma candidatura que já tem feito tanto mal ao país."

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