Lucena: 'Ninguém poderá dizer que não sabia. É ditadura, é tortura'

Em artigo para a Folha de S.Paulo, onde foi editora-executiva de 2000 a 2010, a jornalista Eleonora de Lucena, do site Tutaméia, escreve sobre a ameaça representada por Bolsonaro: "Ninguém poderá dizer que não sabia. É ditadura, é tortura, é eliminação física"; a jornalista resumiu: "É tacape, é esgoto, é fuzil."

Lucena: 'Ninguém poderá dizer que não sabia. É ditadura, é tortura'
Lucena: 'Ninguém poderá dizer que não sabia. É ditadura, é tortura'

247 - Em artigo para a Folha de S.Paulo, onde foi editora-executiva de 2000 a 2010, a jornalista Eleonora de Lucena, do site Tutaméia, escreve sobre a ameaça representada por Bolsonaro: "Ninguém poderá dizer que não sabia. É ditadura, é tortura, é eliminação física de qualquer oposição, é entrega do país, é domínio estrangeiro, é reino do grande capital, é esmagamento do povo. É censura, é fim de direitos, é licença para sair matando". No artigo, sob o título de "Não adianta pedir desculpas daqui a 50 anos", numa referência à Globo e à própria Folha, que se redimiram de seu apoio ao golpe de 1964 décadas depois, a jornalista resumiu: "É tacape, é esgoto, é fuzil."

Ela acrescenta: "É urgente que todos os democratas estejam na trincheira contra Jair Bolsonaro. Todos. No passado, o país conseguiu fazer o comício das Diretas. Precisamos de um novo comício das Diretas. O antipetismo não pode servir de biombo para mergulhar o país nas trevas. Por isso, vejo com assombro intelectuais e empresários se aliarem à extrema direita, ao que há de mais abjeto. Perderam a razão? Pensam que a vida seguirá da mesma forma no dia 29 de outubro caso o pior aconteça? Esperam estar livres da onda destrutiva que tomará conta do país? Imaginam que essa vaga será contida pelas ditas instituições --que estão esfarrapadas?"

E questiona a mídia e a própria Folha: "A eles se submete a mídia brasileira, infelizmente. Aturdida pelo terremoto que os grandes cartéis norte-americanos promovem no seu mercado, embarcou numa cruzada antibrasileira e antipopular. Perdeu mercado, credibilidade, relevância. Neste momento, acovardada, alega isenção para esconder seu apoio envergonhado ao terror que se avizinha. Este jornal escreveu história na campanha das Diretas. (...) Agora, titubeia --para dizer o mínimo. A defesa da democracia, dos direitos humanos, da liberdade está no cerne do jornalismo."

Leia a íntegra aqui.

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