Lula: “Essa mulher não é um poste. Vai se reeleger”

Em entrevista à revista Carta Capital, ex-presidente enaltece presidente Dilma Rousseff, elogia presidenciável Eduardo Campos e cutuca tucano Aécio Neves como "representante mais afinado com a elite"; "Estarei com Dilma no palanque onde ela quiser", disse Lula, de olho nos adversários: "Conheço o Aécio, ele não tem a mesma firmeza ideológica do Eduardo, tem outros compromissos"; quanto a si mesmo, apontou um caminho: "Se em algum momento, tiver de voltar, posso (voltar) daqui a quatro anos"; Lula não admite derrota de sua candidata e até escolhe o placar: "A ganhar no primeiro turno por 51% a 49%, prefiro ganhar no segundo por 65% a 35%"; seu partido levou uma dura: "O PT começa a entrar na mesmice dos outros"

Em entrevista à revista Carta Capital, ex-presidente enaltece presidente Dilma Rousseff, elogia presidenciável Eduardo Campos e cutuca tucano Aécio Neves como "representante mais afinado com a elite"; "Estarei com Dilma no palanque onde ela quiser", disse Lula, de olho nos adversários: "Conheço o Aécio, ele não tem a mesma firmeza ideológica do Eduardo, tem outros compromissos"; quanto a si mesmo, apontou um caminho: "Se em algum momento, tiver de voltar, posso (voltar) daqui a quatro anos"; Lula não admite derrota de sua candidata e até escolhe o placar: "A ganhar no primeiro turno por 51% a 49%, prefiro ganhar no segundo por 65% a 35%"; seu partido levou uma dura: "O PT começa a entrar na mesmice dos outros"
Em entrevista à revista Carta Capital, ex-presidente enaltece presidente Dilma Rousseff, elogia presidenciável Eduardo Campos e cutuca tucano Aécio Neves como "representante mais afinado com a elite"; "Estarei com Dilma no palanque onde ela quiser", disse Lula, de olho nos adversários: "Conheço o Aécio, ele não tem a mesma firmeza ideológica do Eduardo, tem outros compromissos"; quanto a si mesmo, apontou um caminho: "Se em algum momento, tiver de voltar, posso (voltar) daqui a quatro anos"; Lula não admite derrota de sua candidata e até escolhe o placar: "A ganhar no primeiro turno por 51% a 49%, prefiro ganhar no segundo por 65% a 35%"; seu partido levou uma dura: "O PT começa a entrar na mesmice dos outros" (Foto: Sheila Lopes)

247 – O ex-presidente Lula não deu margens a qualquer apelo de 'volta, Lula' na entrevista de dez páginas que concedeu à revista Carta Capital que acaba de circular. Estampado na capa em paletó e gravata, ele fez, ao seu modo, uma profissão de fé na candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição. "Tenho muito orgulho dela", afirmou. "Essa mulher não é um poste, vai se eleger outra vez".

Sobre seu próprio futuro político, disse que voltar ao Palácio do Planalto não é sua prioridade, mas ocupou o espaço. "Se, em algum momento, tiver de voltar, posso (fazer isso) daqui a quatro anos". Mesmo em nova ressalva, retomou ao ponto inicial. "Estarei então com 72 e acho que tem de ser gente mais jovem, com mais vigor físico e capacidade de administração. Mas em política a gente não pode dizer que não, nem sim".

Lula apontou sua mira para os adversários de Dilma. O único poupado foi Eduardo Campos, mas sobrou para a vice dele, ex-ministra Marina Silva, e o presidenciável tucano Aécio Neves:

- Conheço o Aécio, ele não tem a mesma firmeza ideológica do Eduardo, tem outro compromisso, é um representante mais afinado com a elite. Mas a Dilma é a mais preparada. Fico triste que não conseguimos construir algo capaz de manter o Eduardo Campos com a gente. Mas era o destino.

Mesmo elogiando a ex-ministra do Meio Ambiente – "tenho muito carinho por ela" -, Lula provocou Marina Silva:

- De vez em quando, comete equívocos na análise política dela, meio messiânica. Imaginei-a candidata, e agora entra de vice. Não consigo entender a Marina.

MELHOR GANHAR EM SEGUNDO TURNO - O ex-presidente fez um raciocínio, no mínimo, original diante da pergunta sobre se Dilma ganhará a eleição em primeiro turno:

- A ganhar no primeiro turno por 51% a 49% prefiro ganhar no segundo turno, com 65% a 35%. Reeleição é sempre difícil, mas no segundo turno você pode consolidar um processo de alianças com a coalisão e você é eleito com mais desenvoltura.

Comparando a atual eleição com o tempo em que, para se eleger, Lula dizia que a esperança poderia vencer o medo, agora o ex-presidente foi adiante:

- Se em 2002 a esperança venceu o medo, acho que a agora a esperança e a certeza do que pode ser feito podem vencer o ódio.

Atento ao seu candidato a governador em São Paulo, o ex-ministro Alexandre Padilha, Lula reclamou do governador Geraldo Alckmin, principal adversário de seu pupilo:

- Quando disputei com o Serra, nós tivemos uma campanha mais civilizada do que com o Alckmin. Ele se apresenta como cidadão refinado, mas foi de extrema agressividade.

A Padilha, só elogios:

- O Padilha é um daqueles fenômenos, cravou, lembrando que já chamou o ex-ministro, em palanque, na cidade de Sorocaba, de "o melhor candidato de todos nós, o mais alegre, o mais simpático. Sua capacidade de comunicação com o povo é fantástica, unificou o partido".

A respeito da "central de boatos" contra seu filho Fábio, Lula pontuou:

- Conseguimos detectar o paradeiro de dez pessoas, uma era do Instituto Fernando Henrique Cardoso, filho do ex-ministro Graziano, nominou.

Para o PT, Lula reservou um forte puxão de orelhas:

- O PT começa a entrar na mesmice dos outros. O PT tem que saber: criar esse partido não foi fácil. A gente não pode permitir que meia dúzia de pessoas deformem esse partido, ele é muito grande. É um partido que o próprio povo dirige. Não é uma coisa simples, nós temos de valorizar isso". Lula diz querer ajudar na volta do PT "ao seu leito natural".

A mídia não poderia ter escapado do giro de Lula. Ele foi cruel:

- Respeito a instituição, e acho que eles saíram de um momento em que lambiam as botas da ditadura e evoluíram para o pensamento único a favor de FHC, e contra o meu governo e o governo da Dilma, e contra a presidenta com agressividade ainda maior.

O ex-presidente demonstrou um certo receio sobre o efeito na população que uma eventual derrota do Brasil na Copa do Mundo poderá causar:

- Se o Brasil perder, acho que teremos um desastre similar àquele de 1950. Temo uma frustração tremenda, e a gente não sabe com que resultado psicológico para o povo. Em 50 jogaram o fracasso nas costas do goleiro Barbosa...

 

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