Lula está sendo perseguido, afirma jornal mexicano

Em editorial intitulado "Lula, perseguido", o jornal mexicano La Jornada afirma que "não se deve ignorar o fato de que dirigentes históricos do PT, e particularmente o ex-mandatário agora acusado, são o objetivo prioritário dos promotores" do MPF; segundo o texto, a denúncia contra Lula seria "a reação de uma oligarquia que mal tolerou conjunturalmente o exercício da presidência por parte de um líder sindicalista metalúrgico e uma lutadora social que militou em um grupo guerrilheiro contra a ditadura militar nos Anos 60 do século passado"

Em editorial intitulado "Lula, perseguido", o jornal mexicano La Jornada afirma que "não se deve ignorar o fato de que dirigentes históricos do PT, e particularmente o ex-mandatário agora acusado, são o objetivo prioritário dos promotores" do MPF; segundo o texto, a denúncia contra Lula seria "a reação de uma oligarquia que mal tolerou conjunturalmente o exercício da presidência por parte de um líder sindicalista metalúrgico e uma lutadora social que militou em um grupo guerrilheiro contra a ditadura militar nos Anos 60 do século passado"
Em editorial intitulado "Lula, perseguido", o jornal mexicano La Jornada afirma que "não se deve ignorar o fato de que dirigentes históricos do PT, e particularmente o ex-mandatário agora acusado, são o objetivo prioritário dos promotores" do MPF; segundo o texto, a denúncia contra Lula seria "a reação de uma oligarquia que mal tolerou conjunturalmente o exercício da presidência por parte de um líder sindicalista metalúrgico e uma lutadora social que militou em um grupo guerrilheiro contra a ditadura militar nos Anos 60 do século passado" (Foto: Leonardo Lucena)

247 - Jornal mexicano La Jornada afirma, em editorial, que "não se deve ignorar o fato de que dirigentes históricos do PT, e particularmente o ex-mandatário agora acusado, são o objetivo prioritário dos promotores" do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná. De acordo com o texto, "a crise política que o Brasil vive talvez deva ser vista como uma operação de duas fases: uma legislativa, que concluiu com a destituição de Dilma Rousseff, e uma judiciária, que está voltada agora contra o seu mentor e antecessor no cargo".

"Seria esta, portanto, a reação de uma oligarquia que mal tolerou conjunturalmente o exercício da presidência por parte de um líder sindicalista metalúrgico e uma lutadora social que militou em um grupo guerrilheiro contra a ditadura militar nos Anos 60 do século passado".

Segundo a publicação, "a acusação ocorre dias depois de que Lula anunciasse sua intenção de se apresentar como candidato às eleições presidenciais de 2018, o que outorga à causa contra ele um matiz político inocultável". "Também se deve considerar a pouca verossimilidade da versão apresentar, que contrasta com o nível de vida do velho dirigente operário, que se distancia muito de alguém que percebeu algum enriquecimento súbito – em contraste com os numerosos integrantes da classe política tradicional envolvidos em casos da Lava-Jato, que ostentam fortunas dificilmente explicáveis se não for pelos esquemas de corrupção, e o de Cunha é exemplo mais grotesco".

"Está presente o afã de destruir o PT e o que representou o seu governo, que obedecia ao desígnio de mudar o rumo do poder público e da realidade socioeconômica da maior nação da América Latina, suprimir a política de soberania diplomática e as políticas populares de sua administração, para operar uma regressão ao neoliberalismo, tarefa que Michel Temer, o presidente imposto após a queda de Dilma, já vem realizando", diz o texto. "Assim, a acusação contra Lula parece confirmar o fato de que o Brasil viveu um golpe de Estado de colarinho branco, e que, como ocorria após as quarteladas militares de outrora, o que se segue é a etapa de perseguição aos derrotados".

 

 
 

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