Lula não precisa ter pressa em apontar 'sucessor'

Para o jornalista Flávio Aguiar, quer-se muita pressa para que o ex-presidente Lula aponte alguém que herde seu sentido e seu poder eleitoral; ele faz a comparação com o ex-presidente Getúlio Vargas, também vítima de um golpe; diz que, em 1945 “Vargas seguiu para um ‘exílio interno’, em suas estâncias de São Borja"; e que "naquele final de 45, seguiu-o um cortejo de políticos de todas as facções do PSD e do PTB, recém criados, além de outros, com perguntas sobre o que fazer”

Getulio Vargas
Getulio Vargas (Foto: Gustavo Conde)

247 – Para o jornalista Flávio Aguiar, quer-se muita pressa para que Lula aponte alguém que herde seu sentido e seu poder eleitoral. Ele faz a comparação com o ex-presidente Getúlio Vargas, também vítima de um golpe. Diz, ainda, que, em 1945 “Vargas seguiu para um ‘exílio interno’, em suas estâncias de São Borja. Naquele final de 45, seguiu-o um cortejo de políticos de todas as facções do PSD e do PTB, recém criados, além de outros, com perguntas sobre o que fazer”.

Aguiar afirma que: “também o seguiu o olhar atento das mídias jornalísticas, então centradas no Rio de Janeiro e um pouco em São Paulo, com perguntas e respostas sobre o que "desfazer".

O jornalista entende que a mesma demanda por respostas sobre o que deverá ser feito com o país que hoje cerca a inteligência política de Lula, era também feita com Getúlio, em um momento de muita fragilidade institucional: “tudo o que Vargas dizia ou desdizia, era imediatamente comentado, desdito, desmentido, triturado, sob o olhar daquela mídia mainstream que não era muito diferente da de hoje”.

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