‘Marechais do golpe ainda não têm votos e combatem a palavra golpe’

Jornalista Luís Costa Pinto publica um texto em que afirma que "os golpistas não contam, ainda, com 342 votos na Câmara. Não contam. Não têm ainda a certeza da vitória"; o ex-editor de Veja e Época também aponta que "os marechais do golpe detestam, abominam, que se dê a esse golpe travestido de impeachment (impeachment sem razão jurídica de ser, frágil como a defesa brasileira com ou sem David Luiz) a única classificação que ele merece: golpe"

Jornalista Luís Costa Pinto publica um texto em que afirma que "os golpistas não contam, ainda, com 342 votos na Câmara. Não contam. Não têm ainda a certeza da vitória"; o ex-editor de Veja e Época também aponta que "os marechais do golpe detestam, abominam, que se dê a esse golpe travestido de impeachment (impeachment sem razão jurídica de ser, frágil como a defesa brasileira com ou sem David Luiz) a única classificação que ele merece: golpe"
Jornalista Luís Costa Pinto publica um texto em que afirma que "os golpistas não contam, ainda, com 342 votos na Câmara. Não contam. Não têm ainda a certeza da vitória"; o ex-editor de Veja e Época também aponta que "os marechais do golpe detestam, abominam, que se dê a esse golpe travestido de impeachment (impeachment sem razão jurídica de ser, frágil como a defesa brasileira com ou sem David Luiz) a única classificação que ele merece: golpe" (Foto: Gisele Federicce)

247 - O jornalista Luís Costa Pinto, ex-editor de Veja e Época, publicou em sua página no Facebook um texto em que afirma que "os golpistas não contam, ainda, com 342 votos na Câmara. Não contam. Não têm ainda a certeza da vitória". Ele escreve ainda que "os marechais do golpe detestam, abominam, que se dê a esse golpe travestido de impeachment (impeachment sem razão jurídica de ser, frágil como a defesa brasileira com ou sem David Luiz) a única classificação que ele merece: golpe".

Leia abaixo a íntegra:

Há hoje duas certezas envoltas na névoa golpista que obscurece o horizonte do Planalto Central:
1- os marechais do golpe detestam, abominam, que se dê a esse golpe travestido de impeachment (impeachment sem razão jurídica de ser, frágil como a defesa brasileira com ou sem David Luiz) a única classificação que ele merece: golpe. Definir o golpe como golpe não só desqualifica quem o comanda, mas também trinca a imagem externa deles e os compromete perante a História. As entrevistas de Dilma e de Lula para a imprensa estrangeira, os textos publicados lá fora e os ensaios de resistência na Academia, no exterior, chamando o golpe de golpe, é o que mais os irrita. Se o Le Monde, ou a Le Point, ou qualquer outra publicação externa escrever em francês que há aqui Un Coup D'etat, então, em francês, vai ter prócer golpista cortando os pulsos com estilhaços de taça de champanhe.
2- os golpistas não contam, ainda, com 342 votos na Câmara. Não contam. Não têm ainda a certeza da vitória - daí ser necessário classificar as legítimas articulações do Governo em busca de votos em "toma lá, dá cá" e tentar envergonhar com adjetivos quem assim age. Ora, o Governo precisa de 172 votos. A oposição, de 342. Ambos estão loteando os espaços de poder em busca de votos. O Governo age com a legitimidade de quem conquistou o poder pelo voto e detém a caneta nas mãos. A oposição precisa retalhar tudo. Imagine o Governo como um pernil: é melhor consumi-lo fatiado em 342 pedaços ou em 172? Em resumo, é disso que se trata. É claro que em 172 ainda sobrará alguma carne próxima ao osso, e a partir daí pode-se reconstruir um caminho. Entregar o pernl a 342 urubus famintos será uma carnificina e não produzirá uma ceia, mas sim uma tragédia.

 

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