Matéria do FT diz que Odebrecht é "máquina de suborno brasileira"

Jornal britânico Financial Times publicou em seu site, nesta quarta-feira (28), uma matéria sobre a corrupção no Brasil apontando a empreiteira Odebrecht como uma das responsáveis por encabeçar o esquema de desvios investigado pela Operação Lava Jato; intitulada "Odebrecht: uma máquina de suborno brasileira", a reportagem destaca diversas obras realizadas pela construtora e ressalta que a punição bilionária imposta a empresa serve de alento para o fim da cultura da impunidade no país; matéria também cita que as delações premiadas de executivos da empreiteira são uma ameaça ao governo Michel Temer

Odebrecht
Odebrecht (Foto: Paulo Emílio)

247 - O jornal britânico Financial Times publicou em seu site, nesta quarta-feira (28), uma matéria sobre a corrupção no Brasil apontando a empreiteira Odebrecht como uma das responsáveis por encabeçar o esquema de desvios investigado pela Operação Lava Jato. Intitulada, Odebrecht: uma máquina de suborno brasileira, a reportagem destaca diversas obras realizadas pela construtora e ressalta que a punição bilionária imposta a empresa serve de alento ara o fim da cultura da impunidade no país.

A matéria cita que a Odebrecht foi responsável pela construção de obra de grande porte, como a requlificaçao do estádio do Maracanã (Rio de Janeiro) para a Copa do Mundo de 2014, além de implantar uma das maiores hidrelétricas da África e ter construído o Porto de Mariel, em Cuba.

"Mas agora a Odebrecht, o maior grupo de construção da América Latina, corre o risco de ser mais conhecida por criar uma das maiores máquinas de suborno da história corporativa", diz o texto do FT.

A matéria destaca que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos qualificou as operações da Odebrecht, que envolveram cerca de US$ 788 milhões em propinas para funcionários públicos e políticos de pelo menos 12 países, como sendo um "esquema de corrupção e suborno incomparável" e que, por conta destas irregularidades, será obrigada a pagar pelo menos US$ 3,5 bilhões em multas.

A matéria esmiúça, ainda, o chamado Departamento de Operações Estruturadas, responsável pelo repasse das propinas e diz que o esquema era sofisticado, fazendo uso de sistemas de e-mail individualizados, códigos específicos para os beneficiários e, mais tarde, envolveria até a compra de um banco, o Antígua, para que os envolvidos no esquema pudessem abrir contas e receber diretamente os pagamentos referentes as propinas pagas pela construtora.

Ainda segundo o FT, o escândalo da Odebrecht também é uma ameaça para o governo Michel temer, já que ele próprio foi citado em depoimentos de delação premiada como um dos supostos beneficiários do esquema.

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