Melllo Franco: Cunha caiu, mas o cunhismo continua

"Aos poucos, ficou claro que havia um acordão entre os grandes partidos, igualmente interessados num perdão ao caixa dois. A anistia ficou mais urgente por causa da delação da Odebrecht, que promete arrastar políticos de várias legendas. Quando menos se esperar, os deputados tentarão de novo. Eduardo Cunha pode ter caído, mas o cunhismo continua", diz o colunista Bernardo Mello Franco, sobre a tentativa de anistia ao caixa dois

Bras�lia - O plen�rio da C�mara dos Deputados aprovou por 450 a favor, 10 contra e 9 absten��es a cassa��o do mandato do deputado afastado Eduardo Cunha (Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag�ncia Brasil)
Bras�lia - O plen�rio da C�mara dos Deputados aprovou por 450 a favor, 10 contra e 9 absten��es a cassa��o do mandato do deputado afastado Eduardo Cunha (Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag�ncia Brasil) (Foto: Leonardo Attuch)

247 – No artigo "O golpe da madrugada", o colunista Bernardo Mello Franco denuncia o acordão, envolvendo todos os grandes partidos, para anistiar o caixa dois.

"Com o plenário em chamas, ninguém quis se responsabilizar pelo incêndio. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, estava convenientemente refugiado no Planalto. Os líderes que apoiam o governo silenciaram. A bancada do PT sumiu misteriosamente de cena. O deputado Beto Mansur, que comandava a sessão, foi obrigado a retirar o texto da pauta", escreveu.

"Aos poucos, ficou claro que havia um acordão entre os grandes partidos, igualmente interessados num perdão ao caixa dois. A anistia ficou mais urgente por causa da delação da Odebrecht, que promete arrastar políticos de várias legendas. Quando menos se esperar, os deputados tentarão de novo. Eduardo Cunha pode ter caído, mas o cunhismo continua."

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