Mello Franco: Andrade Gutierrez pode reescrever história do Brasil

Jornalista Bernardo Mello Franco lembra que a empreiteira, comandada por Otávio Azevedo, preso em Curitiba, participa de grandes obras há mais de 50 anos e poderá contribuir para o país se, efetivamente, abrir a sua caixa-preta; "Lucrou com as privatizações da era FHC, quando abocanhou uma das maiores fatias da Telebrás, e se lambuzou no petrolão no governo Lula, como pivô de tenebrosas transações reveladas pela Lava Jato", diz ele

Jornalista Bernardo Mello Franco lembra que a empreiteira, comandada por Otávio Azevedo, preso em Curitiba, participa de grandes obras há mais de 50 anos e poderá contribuir para o país se, efetivamente, abrir a sua caixa-preta; "Lucrou com as privatizações da era FHC, quando abocanhou uma das maiores fatias da Telebrás, e se lambuzou no petrolão no governo Lula, como pivô de tenebrosas transações reveladas pela Lava Jato", diz ele
Jornalista Bernardo Mello Franco lembra que a empreiteira, comandada por Otávio Azevedo, preso em Curitiba, participa de grandes obras há mais de 50 anos e poderá contribuir para o país se, efetivamente, abrir a sua caixa-preta; "Lucrou com as privatizações da era FHC, quando abocanhou uma das maiores fatias da Telebrás, e se lambuzou no petrolão no governo Lula, como pivô de tenebrosas transações reveladas pela Lava Jato", diz ele (Foto: Leonardo Attuch)

247 – No artigo A caixa-preta da Andrade, o colunista Bernardo Mello Franco lembra que a empreiteira comandada por Otávio Azevedo, preso em Curitiba, poderá contribuir muito se decidir revelar o que sabe sobre todos os governos para os quais serviu e dos quais se serviu.

"A Andrade Gutierrez vai abrir sua caixa-preta para a Justiça. O resultado do acordo, que fechou uma semana marcada por prisões espetaculares, poderá ajudar a reescrever a história recente do país", diz ele. 

"A empreiteira participa de grandes obras públicas desde o governo Dutra. Cresceu na onda desenvolvimentista de JK e se tornou uma gigante na ditadura militar, quando participou do consórcio de Itaipu", afirma o colunista. "Nas últimas décadas, continuou a faturar alto com a proximidade do poder. Lucrou com as privatizações da era FHC, quando abocanhou uma das maiores fatias da Telebrás, e se lambuzou no petrolão no governo Lula, como pivô de tenebrosas transações reveladas pela Lava Jato."

A grande dúvida é saber se a Andrade contará como se tornou sócia da Cemig, durante os governos do PSDB em Minas – o que a ajuda a entender por que a empreiteira foi a maior doadora do senador Aécio Neves (PSDB-MG) em 2014.

 

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