Mello Franco: "carteirada" blindou buscas da PF no gabinete de Serra

Para o jornalista Bernardo Mello Franco, a movimentação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que resultou na decisão do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que impediu que a PF cumprisse mandados de busca e apreensão no gabinete do senador José Serra, foi uma "carteirada"

Bernardo Mello Franco e José Serra
Bernardo Mello Franco e José Serra (Foto: Reprodução | Marcos Oliveira/Agência Senado)
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Para o jornalista Bernardo Mello Franco, “o pronto-socorro do doutor Dias Toffoli voltou a fazer milagres no recesso” ao impedir que a Polícia Federal cumprisse mandados de busca e apreensão no gabinete do senador José Serra (PSDB). 

“Toffoli atendeu a uma reclamação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Eleito com a promessa de renovar a Casa, ele se empenhou na blindagem do colega. Antes de recorrer ao Supremo, ligou para um delegado da PF e pediu que o mandado de busca e apreensão não fosse cumprido. A carteirada funcionou”, diz Mello Franco. 

“Pouco depois, Toffoli suspendeu de vez a operação. O ministro afirmou que o mandado de busca padeceria de “extrema amplitude”. Por isso, haveria “risco potencial” de a PF apreender documentos ligados à atividade parlamentar do senador”, destaca.

“É uma linha de raciocínio curiosa. No ano passado, o Supremo enviou o caso do tucano para a primeira instância. Argumentou-se que as suspeitas de caixa dois não tinham relação com o mandato de senador. Agora o presidente da Corte diz que o juiz eleitoral não poderia ordenar a busca no gabinete. O foro privilegiado não valia, mas voltou a valer”, avalia.

“ Responsável pelo plantão judiciário, Toffoli decidirá tudo sozinho até o início de agosto. Quando a folga suprema acabar, a operação de busca terá deixado de fazer sentido. Se havia algo a ser encontrado no gabinete de Serra, não haverá mais”, finaliza.

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