Mello Franco critica silêncio de Bolsonaro sobre fuzilamento: 80 e nenhum tuíte

"Desde a tarde de domingo, Jair Bolsonaro deu uma entrevista, fez dois discursos e publicou 17 tuítes", diz o jornalista Bernardo Mello Franco em sua coluna no jornal O Globo. "Só não comentou a morte de Evaldo Rosa, metralhado pelo Exército quando levava a família para um chá de bebê"; "A retórica do 'tiro na cabecinha' e a falta de punição por excessos servem como licença para novas mortes"

Mello Franco critica silêncio de Bolsonaro sobre fuzilamento: 80 e nenhum tuíte
Mello Franco critica silêncio de Bolsonaro sobre fuzilamento: 80 e nenhum tuíte (Foto: Dir.: em cima (Ricardo Moraes - Reuters))

247 - "Desde a tarde de domingo, Jair Bolsonaro deu uma entrevista, fez dois discursos e publicou 17 tuítes", diz o jornalista Bernardo Mello Franco em sua coluna no jornal O Globo. "Só não comentou a morte de Evaldo Rosa, metralhado pelo Exército quando levava a família para um chá de bebê".

"O silêncio das autoridades soa como aval à escalada de mortes em ações policiais no país. Em 2017, foram 5.012, um salto de 19% em relação ao ano anterior. Fuzilado por engano, Evaldo se enquadrava no perfil mais comum das vítimas: 99% eram homens e 76% eram negros, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública", acrescenta.

"A retórica do 'tiro na cabecinha' e a falta de punição por excessos servem como licença para novas mortes. O crime de Guadalupe poderia marcar uma virada, mas os políticos não parecem empenhados em fazer sua parte".

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