Mello Franco diz que Temer nem se preocupa mais em manter as aparências

"Ao indicar o novo senhor Justiça, Temer deixa claro que desistiu de simular indiferença sobre a condução da Lava Jato. Ele também parece não se importar em ser cobrado pelo que diz. Na semana passada, o presidente afirmou que a escolha do ministro seria 'pessoal, sem conotações partidárias'. Nove dias depois, entregou o galinheiro a um amigo das raposas", escreve o colunista Bernardo Mello Franco sobre a escolha do deputado Osmar Serraglio para o ministério da Justiça.

Bernardo Mello Franco e Michel Temer
Bernardo Mello Franco e Michel Temer (Foto: Giuliana Miranda)

247 - "Ao indicar o novo senhor Justiça, Temer deixa claro que desistiu de simular indiferença sobre a condução da Lava Jato. Ele também parece não se importar em ser cobrado pelo que diz. Na semana passada, o presidente afirmou que a escolha do ministro seria "pessoal, sem conotações partidárias". Nove dias depois, entregou o galinheiro a um amigo das raposas", escreve o colunista Bernardo Mello Franco sobre a escolha do deputado Osmar Serraglio para o ministério da Justiça.

"A prudência aconselharia Michel Temer a entregar a pasta [da Justiça] a um jurista respeitado, independente e sem ligação com os réus da Lava Jato. O presidente fez o contrário: nomeou um deputado do PMDB que tentou anistiar o alvo mais notório da operação. 

Às vésperas do Carnaval, o peemedebista foi escolhido a dedo para outra missão: assumir o Ministério da Justiça. No novo cargo, terá voz de comando sobre a Polícia Federal, que investiga políticos, lobistas e empreiteiros acusados de envolvimento no escândalo da Petrobras."

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