Mello Franco: É Temer quem pratica abusos e agressões

Colunista rebate argumentos de Michel Temer usados na carta enviada à PF em que anunciou que não responderia às 82 perguntas feitas a ele; no texto, Temer se apresentou como vítima de "abusos e agressões aos seus direitos individuais e à sua condição de mandatário da nação"; "Temer acertou nos substantivos, mas trocou o sujeito da frase. É ele, e não a Lava Jato, quem pratica abusos e agressões em série desde que virou alvo de inquérito no Supremo", diz o jornalista

Colunista rebate argumentos de Michel Temer usados na carta enviada à PF em que anunciou que não responderia às 82 perguntas feitas a ele; no texto, Temer se apresentou como vítima de "abusos e agressões aos seus direitos individuais e à sua condição de mandatário da nação"; "Temer acertou nos substantivos, mas trocou o sujeito da frase. É ele, e não a Lava Jato, quem pratica abusos e agressões em série desde que virou alvo de inquérito no Supremo", diz o jornalista
Colunista rebate argumentos de Michel Temer usados na carta enviada à PF em que anunciou que não responderia às 82 perguntas feitas a ele; no texto, Temer se apresentou como vítima de "abusos e agressões aos seus direitos individuais e à sua condição de mandatário da nação"; "Temer acertou nos substantivos, mas trocou o sujeito da frase. É ele, e não a Lava Jato, quem pratica abusos e agressões em série desde que virou alvo de inquérito no Supremo", diz o jornalista (Foto: Gisele Federicce)

247 - O jornalista Bernardo Mello Franco rebateu em sua coluna deste domingo 11 na Folha de S.Paulo os argumentos de Michel Temer usados na carta enviada à PF em que anunciou que não responderia às 82 perguntas feitas a ele. No texto, Temer se apresentou como vítima de "abusos e agressões aos seus direitos individuais e à sua condição de mandatário da nação".

"Temer acertou nos substantivos, mas trocou o sujeito da frase. É ele, e não a Lava Jato, quem pratica abusos e agressões em série desde que virou alvo de inquérito no Supremo", diz o jornalista. "Há abusos quando o presidente mente sobre voos em jatinhos, transforma a Justiça Eleitoral numa companhia de teatro e chama o Exército para conter uma manifestação. O mesmo ocorre quando o governo aciona a Receita, a Caixa e a CVM para sufocar a empresa que o denunciou", exemplifica.

"Há agressões quando Temer mobiliza aliados numa cruzada contra o procurador Rodrigo Janot, que o investiga, e o ministro Fachin. Na quarta-feira, deputados deixaram o Planalto com a ordem de convocar o relator da Lava Jato a uma CPI", acrescenta. Para ele, "quem lê a nova carta de Temer é assaltado pela impressão de que o autor se confunde com o cargo e se julga acima da lei".

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