Mello Franco: o cheiro do fascismo está no ar, mas há quem queira tapar o nariz

O jornalista Bernardo Mello Franco comenta em sua coluna no jornal O Globo a declaração de Eduardo Bolsonaro e a forte reação que ela provocou em quase todos os segmentos democráticos brasileiros; para Mello Franco, as palavras do filho do ex-militar foram uma ameaça e as reações foram defensivas; o jornalista destaca a expressão do ex-presidente FHC, que afirmou: "as declarações dele cheiram a fascismo"; Mello Franco, no entanto, pondera: "há quem queira tapar o nariz"

Mello Franco: o cheiro do fascismo está no ar, mas há quem queira tapar o nariz
Mello Franco: o cheiro do fascismo está no ar, mas há quem queira tapar o nariz

247 - O jornalista Bernardo Mello Franco comenta em sua coluna no jornal O Globo a declaração de Eduardo Bolsonaro e a forte reação que ela provocou em quase todos os segmentos democráticos brasileiros. Para Mello Franco, as palavras do filho do ex-militar foram uma ameaça e as reações foram defensivas. O jornalista destaca a expressão do ex-presidente FHC, que afirmou: "as declarações dele cheiram a fascismo". Mello Franco, no entanto, pondera: "há quem queira tapar o nariz". 

O jornalista d'O Globo indaga e responde: "quando foi que o bolsonarismo cruzou a linha? Em três décadas na política, o patriarca do clã nunca exibiu qualquer apreço pela democracia. Bem ao contrário. Sua carreira pode ser resumida como um persistente esforço para descreditá-la. O capitão dedicou sete mandatos de deputado à exaltação da ditadura e do arbítrio. Já pregou o fuzilamento de adversários políticos e o fechamento do Congresso. Desmereceu o voto popular e defendeu a esterilização dos brasileiros pobres".

Mello Franco prossegue, ativando a memória do que foi a performance de Jair Bolsonaro nos últimos anos: "ofendeu mulheres, negros, imigrantes, homossexuais. Foi denunciado por racismo e incitação ao estupro. Salvou-se dos processos graças ao mesmo STF que seu filho ameaçou fechar. Deve o favor à tolerância dos ministros, que preferiram não levá-lo a sério, e ao escudo da imunidade parlamentar".

E alerta: "numa eleição marcada por ineditismos, Bolsonaro passou de azarão a favorito. Fez juras ao liberalismo econômico, que sempre combateu, e conquistou o apoio do establishment e do mercado financeiro, cujo candidato preferencial não decolou. Ele também se aproveitou de uma sequência de erros do PT, que insistiu na candidatura de um ex-presidente preso, torpedeou outras alternativas em seu campo político e esperou para lançar um substituto a três semanas do primeiro turno".

 

 

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