Mello Franco: o otário não foi Marcelo, foi o eleitor

Marcelo Odebrecht chamou a atenção dos procuradores ao se descrever como um "otário" a serviço do governo; "Eu era o bobo da corte", afirmou. Para o colunista Bernardo Mello Franco, os bobos são outros; "Mesmo assim, é difícil acreditar que o príncipe dos empreiteiros tenha sido apenas um 'otário'. A Lava Jato já demonstrou que a promiscuidade com a corte ajudou as grandes construtoras a superfaturar obras e desviar dinheiro público. Enquanto políticos e empresários aproveitaram o circo, o papel de bobo ficou reservado para o eleitor"

Marcelo Odebrecht chamou a atenção dos procuradores ao se descrever como um "otário" a serviço do governo; "Eu era o bobo da corte", afirmou. Para o colunista Bernardo Mello Franco, os bobos são outros; "Mesmo assim, é difícil acreditar que o príncipe dos empreiteiros tenha sido apenas um 'otário'. A Lava Jato já demonstrou que a promiscuidade com a corte ajudou as grandes construtoras a superfaturar obras e desviar dinheiro público. Enquanto políticos e empresários aproveitaram o circo, o papel de bobo ficou reservado para o eleitor"
Marcelo Odebrecht chamou a atenção dos procuradores ao se descrever como um "otário" a serviço do governo; "Eu era o bobo da corte", afirmou. Para o colunista Bernardo Mello Franco, os bobos são outros; "Mesmo assim, é difícil acreditar que o príncipe dos empreiteiros tenha sido apenas um 'otário'. A Lava Jato já demonstrou que a promiscuidade com a corte ajudou as grandes construtoras a superfaturar obras e desviar dinheiro público. Enquanto políticos e empresários aproveitaram o circo, o papel de bobo ficou reservado para o eleitor" (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Marcelo Odebrecht chamou a atenção dos procuradores ao se descrever como um "otário" a serviço do governo. "Eu era o bobo da corte", afirmou. Para o colunista Bernardo Mello Franco, os bobos são outros. "Mesmo assim, é difícil acreditar que o príncipe dos empreiteiros tenha sido apenas um 'otário'. A Lava Jato já demonstrou que a promiscuidade com a corte ajudou as grandes construtoras a superfaturar obras e desviar dinheiro público. Enquanto políticos e empresários aproveitaram o circo, o papel de bobo ficou reservado para o eleitor." 

"É compreensível que Odebrecht se sinta passado para trás. Ele está preso há quase dois anos em Curitiba, enquanto a maioria dos políticos que subornou continua livre em Brasília. Isso acontece por causa do foro privilegiado, que protege os investigados com mandato", diz o colunista.

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