Mello Franco: Temer quer mexer na garantia de direitos dos trabalhadores

"A CLT preserva alguns entulhos autoritários da ditadura getulista. Um deles é o princípio da unicidade sindical, que já deveria ter sido extinto. Como o governo não toca no assunto, fica a impressão de que seu alvo é o que a lei tem de bom: a garantia de direitos dos trabalhadores", diz o colunista Bernardo Mello Franco, sobre a declaração do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, de que o governo Temer vai propor a "atualização" da CLT até o fim do ano

"A CLT preserva alguns entulhos autoritários da ditadura getulista. Um deles é o princípio da unicidade sindical, que já deveria ter sido extinto. Como o governo não toca no assunto, fica a impressão de que seu alvo é o que a lei tem de bom: a garantia de direitos dos trabalhadores", diz o colunista Bernardo Mello Franco, sobre a declaração do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, de que o governo Temer vai propor a "atualização" da CLT até o fim do ano
"A CLT preserva alguns entulhos autoritários da ditadura getulista. Um deles é o princípio da unicidade sindical, que já deveria ter sido extinto. Como o governo não toca no assunto, fica a impressão de que seu alvo é o que a lei tem de bom: a garantia de direitos dos trabalhadores", diz o colunista Bernardo Mello Franco, sobre a declaração do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, de que o governo Temer vai propor a "atualização" da CLT até o fim do ano (Foto: Roberta Namour)

247 - Para o colunista Bernardo Mello Franco, ficou claro nas declarações do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que o alvo do governo interino de Michel Temer é mexer na garantia de direitos dos trabalhadores.

"Como mexer na CLT sem atingir os assalariados? O ministro não explicou a mágica. Disse apenas que buscará "um formato que prestigie a negociação coletiva" sobre a lei em vigor. Num cenário de crise, é difícil imaginar que os interesses dos empregados prevaleçam na negociação.

A CLT preserva alguns entulhos autoritários da ditadura getulista. Um deles é o princípio da unicidade sindical, que já deveria ter sido extinto. Como o governo não toca no assunto, fica a impressão de que seu alvo é o que a lei tem de bom: a garantia de direitos dos trabalhadores", diz (leia aqui).

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