Miami Herald: Dilma é ficha limpa e brasileiros deveriam decidir nas urnas

Mais um importante jornal dos EUA defende Dilma Rousseff e denuncia o impeachment como um instrumento político, que não deveria ser usado da forma como está sendo usado no Brasil; jornal lembra que Bill Clinton sofreu um impeachment da Câmara dos Deputados, mas o processo foi derrubado no Senado; enfatiza ainda que Dilma tem a ficha limpa, não está envolvida em nenhum escândalo, ao contrário de Eduardo Cunha, o deputado que presidiu a sessão do impeachment, e Michel Temer, que pretende ocupar seu lugar

Mais um importante jornal dos EUA defende Dilma Rousseff e denuncia o impeachment como um instrumento político, que não deveria ser usado da forma como está sendo usado no Brasil; jornal lembra que Bill Clinton sofreu um impeachment da Câmara dos Deputados, mas o processo foi derrubado no Senado; enfatiza ainda que Dilma tem a ficha limpa, não está envolvida em nenhum escândalo, ao contrário de Eduardo Cunha, o deputado que presidiu a sessão do impeachment, e Michel Temer, que pretende ocupar seu lugar
Mais um importante jornal dos EUA defende Dilma Rousseff e denuncia o impeachment como um instrumento político, que não deveria ser usado da forma como está sendo usado no Brasil; jornal lembra que Bill Clinton sofreu um impeachment da Câmara dos Deputados, mas o processo foi derrubado no Senado; enfatiza ainda que Dilma tem a ficha limpa, não está envolvida em nenhum escândalo, ao contrário de Eduardo Cunha, o deputado que presidiu a sessão do impeachment, e Michel Temer, que pretende ocupar seu lugar (Foto: Roberta Namour)
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Por Miguel do Rosário, do Cafezinho

Eis outro importante jornal, desta vez um jornal da região mais anti-esquerdista dos Estados Unidos, Miami, a defender Dilma Rousseff, e denunciar o impeachment como um instrumento político, que não deveria ser usado da forma como está sendo usado no Brasil.

Não é apenas um artigo de opinião de um colunista. É o editorial principal da publicação.

O artigo começa dando um conselho aos brasileiros: "aqui um conselho de um país que sabe um pouco sobre impeachment: tenham certeza que é sobre violações sérias, e não apenas política".

Senadores, este recado é para vocês...

O jornal lembra que Bill Clinton sofreu um impeachment da Câmara dos Deputados, mas o processo foi derrubado no Senado.

A matéria enfatiza que Dilma Rousseff tem a ficha limpa, não está envolvida em nenhum escândalo, ao contrário de Eduardo Cunha, o deputado que presidiu a sessão do impeachment, e Michel Temer, o usurpador e traidor que pretende ocupar seu lugar.

Reparem como o artigo termina:

Para o exército de políticos sujos do Brasil, acusar um presidente fraco e impopular oferece uma distração fortuita de seus próprios crimes. Ele fornece um bode expiatório para matar a sede do público por justiça, fazendo um figurão [no caso, Dilma] assumir a culpa pelos problemas do país e deslocar o foco para longe de políticos corruptos.

Dilma pode ser culpado de má administração da economia, mas suas mãos estão limpas de corrupção.

Não há vencedores aqui, como não havia nenhum no imbróglio Clinton.

A única maneira do Brasil sair mais forte é o de continuar a contar com as instituições democráticas para julgar o crime e remover os legisladores corruptos do poder. As violações de Dilma, se verdadeiras, são graves, mas impeachment é arma grande demais para se usar para punir por meras questões contábeis.

Os brasileiros não devem ser enganados. O crime que deprimiu o país é o desvio de dinheiro público. Vão atrás dos bandidos, e deixem que os eleitores decidam nas urnas o destino dos políticos incompetentes.
***

Quando a imprensa internacional, ao longo do processo de julgamento do impeachment, descobrir que as tais pedaladas fiscais não implicaram em nenhum gasto extra do governo, ela ficará ainda mais perplexa com o mau caratismo dos golpistas.

As "pedaladas" foram meros remanejamentos, permitidos e aprovados pelo Tribunal de Contas da União ao longo de toda sua história e, no caso de Dilma, foram realizados em prol de gastos sociais importantes, como verbas para hospitais universitários, concursos de juízes federais e bolsa família.

Quanto a sugerir que a decisão deveria se dar através das urnas, e não via impeachment, o Miami Herald se refere, naturalmente, ao calendário regular das eleições, ou seja, os brasileiros deveriam esperar 2018.

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