Mino Carta disseca FHC e Lula: “o príncipe e o plebeu”

"Enquanto o ex-presidente Lula é condenado sem prova e preso sem crime, o príncipe da casa-grande (FHC), dono de uma fortuna notável, vive em perfeita paz sem merecer a mais pálida sombra de risco ou ameaça", diz o jornalista Mino Carta em texto na Carta Capital, intitulado "O príncipe e o plebeu"

Mino Carta disseca FHC e Lula: “o príncipe e o plebeu”
Mino Carta disseca FHC e Lula: “o príncipe e o plebeu” (Foto: Dir.: Stuckert)

247 - Na Presidência, o projeto inicial de Fernando Henrique Cardoso "ganhou consistência. Conseguiu, em oito anos, comandar a maior bandalheira- -roubalheira da história pátria com a privatização das Comunicações, comprar votos para conseguir a alteração constitucional que permitiu a reeleição e quebrar o País três vezes", diz o jornalista Mino Carta, em análise publicada na Carta Capital. "Ao chegar ao poder, Lula encontrou uma dívida monumental e as burras vazias. Atenção: durante o governo de FHC, a Petrobras passou, como sempre, por variados episódios de corrupção", acrescenta.

O jornalista reforça que, "na reportagem de capa desta edição, Alceu Luís Castilho, há tempos dedicado à tarefa, conta como o nosso herói se tornou o príncipe da casa-grande, com todos os benefícios devidos a personagem tão imponente no centro de um enredo sobre a conquista do poder na sua acepção mais ampla e, se quisermos, estarrecedora".

"Os protagonistas ocupam, no mínimo, uma ala conspícua da mansão senhorial graças a manobras ardilosas de origem nem tão antiga, embora, para dizer pouco, muito além de suspeita. A família de um professor universitário aposentado, como será provado, e seus apaniguados e comparsas, empenham-se com extrema eficácia e total falta de escrúpulos em busca de privilégio e riqueza. Leiam e pasmem", diz.

Segundo Mino, "enquanto o ex-presidente Lula é condenado sem prova e preso sem crime, o príncipe da casa-grande, dono de uma fortuna notável, vive em perfeita paz sem merecer a mais pálida sombra de risco ou ameaça". "É lamentável que o país do futebol seja incapaz de entender a fraude da próxima eleição e o trágico destino à nossa espreita. Haverá remédio, contudo, para a demência? Talvez seja tão difícil levar o povo brasileiro a entender que Neymar é, antes de mais nada, ridículo e que a redonda não é tratada com carinho somente por pés nativos, quanto a se perceber como vítima do golpe de 2016 e do estado de exceção, seu resultado, abismo sem fim em que precipitamos", complementa.

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