Miriam Leitão sobre Queiroz: 'nem com toda a boa vontade do mundo'

A jornalista Miriam Leitão criticou a entrevista que Fabrício Queiroz concedeu ao SBT; ela disse que a versão é insatisfatória e que, por exemplo, a Lava Jato foi "treinada" a não aceitar versões com "peças faltantes"; Miriam ainda afirma que "nem com toda a boa vontade do mundo" é possível considerar o caso "encerrado"; a jornalista ainda diz que o semblante do ex-assessor de Flavio Bolsonaro parecia "saudável demais" para alguém que não foi depor por motivo de doença

Miriam Leitão sobre Queiroz: 'nem com toda a boa vontade do mundo'
Miriam Leitão sobre Queiroz: 'nem com toda a boa vontade do mundo'

247 - A jornalista Miriam Leitão criticou a entrevista que Fabrício Queiroz concedeu ao SBT. Ela disse que a versão é insatisfatória e que, por exemplo, a Lava Jato foi "treinada" a não aceitar versões com "peças faltantes". Miriam ainda afirma que "nem com toda a boa vontade do mundo" é possível considerar o caso "encerrado". A jornalista ainda diz que o semblante do ex-assessor de Flavio Bolsonaro parecia "saudável demais" para alguém que não foi depor por motivo de doença.

Em sua coluna no jornal O Globo, a jornalista ainda sublinha que "o que temos visto no país nos últimos anos é o desvio de milhões e bilhões, e alguém pode argumentar que é pequeno o movimento atípico na conta do ex-assessor do senador eleito e amigo da família Bolsonaro. O problema é que não há malfeito pequeno ou grande. Há malfeito. E foi contra eles que a família que assumirá o poder dentro de alguns dias fez a cruzada que a levou à vitória. Uma velha lei da política é que a exigência sobre uma autoridade é maior exatamente no quesito que foi usado como bandeira para a eleição."

E relembra "o ex-presidente Fernando Collor foi eleito dizendo que combateria os marajás. Ele caiu não por ter provocado uma grave recessão com seu plano desastrado, mas porque fantasmas de PC Farias movimentavam dinheiro que davam a ele um luxo de marajá, como as cascatas da Casa da Dinda. A ex-presidente Dilma negou a crise econômica e prometeu crescimento no seu segundo mandato. A recessão e o desemprego explodiram na cara dos eleitores."

 

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