“Moro inaugura queda de braço com STF”

Declaração é de Eloísa Machado, especialista em Direitos Humanos, em entrevista ao jornal El País; "O que ele diz é que o acórdão sequer foi publicado, o que é verdade, e que não há uma referência direta sobre quais partes do processo devem ser remetidas a São Paulo. Ou seja, Moro está resistindo a essa decisão", diz ela

Declaração é de Eloísa Machado, especialista em Direitos Humanos, em entrevista ao jornal El País; "O que ele diz é que o acórdão sequer foi publicado, o que é verdade, e que não há uma referência direta sobre quais partes do processo devem ser remetidas a São Paulo. Ou seja, Moro está resistindo a essa decisão", diz ela
Declaração é de Eloísa Machado, especialista em Direitos Humanos, em entrevista ao jornal El País; "O que ele diz é que o acórdão sequer foi publicado, o que é verdade, e que não há uma referência direta sobre quais partes do processo devem ser remetidas a São Paulo. Ou seja, Moro está resistindo a essa decisão", diz ela (Foto: Gisele Federicce)

247 - A professora de Direito na FGV Eloísa Machado, especialista em Direitos Humanos, avalia que Sergio Moro está inaugurando uma "queda de braço" com o Supremo Tribunal Federal ao resistir em passar para a Justiça de São Paulo o inquérito do sítio de Atibaia, que envolve Lula. Leia aqui sua entrevista ao site do jornal El País.

"Eu acho que ele está inaugurando uma queda de braço com o Supremo. O que ele diz é que o acórdão sequer foi publicado, o que é verdade, e que não há uma referência direta sobre quais partes do processo devem ser remetidas a São Paulo. Ou seja, Moro está resistindo a essa decisão. Por isso acho que muito em breve teremos um novo pronunciamento do Supremo sobre isso. Talvez explicando quais fatos relativos ao processo de Atibaia não têm conexão com a Petrobras, justificando assim a decisão de tirar da Lava Jato", opina.

Ela faz críticas ao Judiciário e avalia que o Supremo não está funcionando da forma como deveria. "Uma das coisas que foram reveladas durante esse processo é o grau de promiscuidade de parte da nossa classe política, mas isso não pode servir de pretexto para que o direito substitua a política. Claro, todos esses casos devem ser investigados e devidamente punidos, mas não se pode permitir que o judiciário escolha quem governa e quem pode ser eleito. Isso gera problemas muito grandes para a qualidade da nossa democracia. E o que a gente vê hoje é que de fato, com este grau de abrangência do Supremo e da Operação Lava Jato, tudo é decidido no âmbito do Judiciário", diz.

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