Nassif: demissão da direção da Época é uma perda para o jornalismo

Na visão do jornalista Luis Nassif, "a dureza da nota da Globo pareceu, muito mais, um álibi para solução de conflitos internos, apelando para um estratagema sórdido: a desmoralização de seus próprios jornalistas"

(Foto: 247 | Reprodução)

247 - A reportagem a Época sobre a esposa de Eduardo Bolsonaro pode dar margem a muitas discussões. Mas não foi desabonadora para a personagem, não rompeu sigilo profissional – já que o sigilo é prerrogativa do paciente, não do psicólogo – e tinha interesse jornalístico, posto que a psicóloga é esposa de um personagem público que irradia preconceitos por todos os poros. Por outro lado, não se tratava de personagem público, mas apenas da esposa de personagem público.

De qualquer modo, a dureza da nota da Globo pareceu, muito mais, um álibi para solução de conflitos internos, apelando para um estratagema sórdido: a desmoralização de seus próprios jornalistas. O pedido de demissão de Daniela Pinheiro,  do redator-chefe, Plínio Fraga e do editor Marcelo Coppola mostra espinha ereta, típica dos grandes carácteres e à altura do jornalismo que praticavam. Mas os deixa vulneráveis às ações judiciais já anunciadas por Eduardo Bolsonaro, desmonta o pique jornalístico da revista e acende a luz amarela para todos os demais jornalistas, sobre os tênues fios de lealdade com que são tratados por seus empregadores.

Leia a íntegra do artigo no Jornal GGN

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