Nassif: Freire foi um micróbio diante do gigante Raduan

Jornalista Luis Nassif afirma que Raduan Nassar, escritor premiado com o Camões nesta sexta-feira, "está acima do bem e do mal", assim como outros ícones da cultura brasileira, como Ariano Suassuna e Gilberto Freire; "No entanto, despertou a petulância de um pigmeu intelectual como (Roberto) Freire, que rebateu com o único bordão de que se vale nas suas pendengas: é coisa do petismo"

Jornalista Luis Nassif afirma que Raduan Nassar, escritor premiado com o Camões nesta sexta-feira, "está acima do bem e do mal", assim como outros ícones da cultura brasileira, como Ariano Suassuna e Gilberto Freire; "No entanto, despertou a petulância de um pigmeu intelectual como (Roberto) Freire, que rebateu com o único bordão de que se vale nas suas pendengas: é coisa do petismo"
Jornalista Luis Nassif afirma que Raduan Nassar, escritor premiado com o Camões nesta sexta-feira, "está acima do bem e do mal", assim como outros ícones da cultura brasileira, como Ariano Suassuna e Gilberto Freire; "No entanto, despertou a petulância de um pigmeu intelectual como (Roberto) Freire, que rebateu com o único bordão de que se vale nas suas pendengas: é coisa do petismo" (Foto: Gisele Federicce)

Por Luis Nassif, no Jornal GGN

Roberto Freire é duplamente intruso. Primeiro, como Ministro da Cultura de um governo ilegítimo. Segundo, como porta-voz oficial em um evento de cultura, um político tosco entrando em águas que nunca frequentou..

Certa vez, o Jornalismo Wando – perfil gozador do Twitter - mandou uma saudação a Roberto Freire:

 

O sensibilizado manteve o mesmo baixo nível cultural,  mas se tornou Ministro da Cultura. É o governo de Macunaíma: o mais truculento dos políticos, José Serra, torna-se o comandante de diplomacia; o mais deslustrado dos políticos brasileiros, Freire, o Roberto, torna-se Ministro da Cultura; Mendonça Neto, que não aprendeu a declinar o verno haver, torna-se Ministro da Educação, com a assessoria luxuosa de Alexandre Frota; e o marido de dona Marcela, o presidente.

A incapacidade de entender, nem se diga a ironia, mas a gozação escarrada, sempre foi uma característica de Freire, o Roberto.

Seu estilo sempre foi o do jagunço político, do qual seu guru José Serra é o líder inconteste. É o político incapaz de qualquer pensamento mais elaborado. Em qualquer discussão, só consegue digladiar criando a figura hipotética do “inimigo”, de maneira a desqualificar antecipadamente o oponente, sabendo que não terá nível para rebater argumentos de quem quer que seja.

É o primarismo político, a força cega, a política da República Velha, o ranço vingador de Exu, do sertão pernambucano, na antessala da civilização. Dia desses, um conhecido explicava a virulência de políticos a jornalistas pernambucanos como uma característica cultural. Duvide-o-dó. É característica de quem jamais conseguiu se destacar pela inteligência dos argumentos. Acomete Serra da Mooca e Freire de Pernambuco, Aloysio de São José do Rio Preto e Anibal do Amapá.

Dentro todos, nenhum se iguala no primarismo a Roberto Freire. Os demais são capazes de intercalar truculências desmedidas com alguma forma de raciocínio elaborado. Freire é esgoto permanente.

O escritor Raduan Nasser exprimiu sua opinião com propriedade.  Nem que tivesse cometido impropriedades. Assim como outros ícones da cultura brasileiro, como Suassuna, o próprio Freire, o Gilberto, Raduan está acima do bem e do mal.

No entanto, despertou a petulância de um pigmeu intelectual  como Freire, que rebateu com o único bordão de que se vale nas suas pendengas: é coisa do petismo. Reduziu a obra referencial de Raduan a um mote, o petismo. É esse o truque. Em qualquer discussão, invoque o único argumento para o qual você conseguiu desenvolver respostas. E o único referencial intelectual de Freire, o Roberto, é o antipetismo.

Pessoas, como ele, que só conseguiram um tubo de oxigênio político através do golpe, tornaram-se especialistas em invocar seu passado político para se comprovar democrata. Freire passou em branco pela ditadura, mas não incólume: herdou daqueles tempos, a truculência desmedida e o ranço de se considerar o dono do Estado, a ponto de cobrar de Raduan a devolução de um prêmio, como se fosse uma doação da camarilha de Temer.

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