NYT destaca onda de violência contra gays no Brasil

"Enquanto os americanos debatem vigorosamente como responder ao massacre em uma boate gay em Orlando, Flórida, os brasileiros enfrentam sua própria epidemia de violência homofóbica, que rendeu ao Brasil a infame classificação de lugar mais mortífero do mundo para lésbicas, gays, bissexuais e pessoas transgênero", diz trecho da reportagem; matéria destaca que o machismo associado ao desemprego e ao aumento do conservadorismo evengélico, tanto na populaçao como na política, estão entre as causas da onda homofóbica brasileira

"Enquanto os americanos debatem vigorosamente como responder ao massacre em uma boate gay em Orlando, Flórida, os brasileiros enfrentam sua própria epidemia de violência homofóbica, que rendeu ao Brasil a infame classificação de lugar mais mortífero do mundo para lésbicas, gays, bissexuais e pessoas transgênero", diz trecho da reportagem; matéria destaca que o machismo associado ao desemprego e ao aumento do conservadorismo evengélico, tanto na populaçao como na política, estão entre as causas da onda homofóbica brasileira
"Enquanto os americanos debatem vigorosamente como responder ao massacre em uma boate gay em Orlando, Flórida, os brasileiros enfrentam sua própria epidemia de violência homofóbica, que rendeu ao Brasil a infame classificação de lugar mais mortífero do mundo para lésbicas, gays, bissexuais e pessoas transgênero", diz trecho da reportagem; matéria destaca que o machismo associado ao desemprego e ao aumento do conservadorismo evengélico, tanto na populaçao como na política, estão entre as causas da onda homofóbica brasileira (Foto: Paulo Emílio)

247 - O jornal norte-americano New York Times, em uma matéria assinada pelo correspondente Andrew Jacob, faz um retrato da crescente onda de violência contra a comunidade gay no Brasil.

"Enquanto os americanos debatem vigorosamente como responder ao massacre no mês passado em uma boate gay em Orlando, Flórida, os brasileiros enfrentam sua própria epidemia de violência homofóbica, uma que, segundo alguns levantamentos, rendeu ao Brasil a infame classificação de lugar mais mortífero do mundo para lésbicas, gays, bissexuais e pessoas transgênero", diz um trecho do texto.

Citando um levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), quase 1,6 mil pessoas foram assassinadas nos últimos 4 anos. Ainda segundo o GGB, uma pessoa gay ou transgênero é morta quase todo dia neste país de 200 milhões de habitantes"

O temor é de que a violência cresça durante as Olimpíadas, que serão realizadas em agosto no Rio de Janeiro. "Em meio à recessão esmagadora e o desemprego elevado, a criminalidade nas ruas apresentou um aumento de 24% neste ano e os homicídios aumentaram mais de 15%", destaca a publicação.

Apesar disto, a matéria ressalta que "a reputação quase mítica do Brasil de tolerância não é injustificada. Nas quase três décadas desde que a ditadura militar deu lugar à democracia, o governo brasileiro introduziu numerosas leis e políticas visando melhorar a vida das minorias sexuais".

Segundo especialistas, a violência homofóbica está atrelada a costumes machistas e ao modelo de cristianismo evangélico "exportado dos Estados Unidos, que é abertamente oposto à homossexualidade".

Atualmente, quase 25% da população brasileira e evangélica e a sua representação política é crescente. "Os eleitores evangélicos ajudaram a colocar mais de 60 deputados para as 513 cadeiras da Câmara, dobrando o número deles desde 2010 e que formam uma das bancadas mais disciplinadas em um Legislativo dividido e indisciplinado", observa o texto.

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