OAB pede que PF investigue quem atacou Felipe Santa Cruz no Facebook

Ordem dos Advogados do Brasil pediu à Polícia Federal que investigue a disseminação de notícias falsas contra o seu presidente, Felipe Santa Cruz; PF já teve acesso a uma lista dos usuários do Facebook que estariam por trás dos ataques; entre eles, está um perfil do empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, e Leandro Ruschel, que se apresenta no Twitter como "conservador" e "especialista em investimentos", além de perfis que criticam as atuações da oposição

OAB pede que PF investigue quem atacou Felipe Santa Cruz no Facebook
OAB pede que PF investigue quem atacou Felipe Santa Cruz no Facebook

Gabriel Coelho, Conjur - O presidente do Conselho Federal da OAB, Felipe Santa Cruz, tem sido alvo de notícias falsas depois de ter dito que a operação "lava jato" não deve durar para sempre. As publicações enganosas já têm mais de 100 mil compartilhamentos no Facebook.

Diante disso, a OAB pediu providências para a Polícia Federal. A PF já teve acesso a uma lista dos usuários do Facebook que estariam por trás dos ataques. Entre eles, está um perfil do empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, e Leandro Ruschel, que se apresenta no Twitter como "conservador" e "especialista em investimentos", além de perfis que criticam as atuações da oposição.

Ruschel, entretanto, não divulgou informações falsas, apenas questionou Santa Cruz sobre como a operação poderia ser encerrada. "O presidente da OAB quer o fim da Lava Jato. O que ele está defendendo exatamente? Prevaricação na cara dura mesmo? Você percebe o quanto a justiça de um país foi destruída quando o presidente de uma associação de advogados defende abertamente a impunidade", disse no seu perfil do Twitter.

Fake News

Entre os fatos mentirosos contra Santa Cruz nas redes sociais está uma foto de apoio ao italiano Cesare Battisti, preso e extraditado em janeiro deste ano. Um boato antigo dizia que a pessoa na foto é um filho do ex-presidente Lula. Na verdade, é André Vitral, ex-diretor da União Nacional dos Estudantes (UNE). Ele mesmo divulgou a foto no Twitter, em 2009.

Outra mentira divulgada no Facebook foi que o pai de Santa Cruz, Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, foi guerrilheiro junto com a ex-presidente Dilma Rousseff. Ele era estudante da Universidade Federal Fluminense (UFF), servidor público e líder estudantil que participou da Juventude Universitária Católica (JUC), movimento da igreja católica reconhecido pela hierarquia eclesiástica, e que depois integrou a Ação Popular (AP), organização de esquerda contrária ao regime. Não há qualquer registro de sua participação em guerrilhas.

O pai de Felipe desapareceu em 1974, no Rio de Janeiro, pois de ter ido passar o carnaval com a família. Na época, Felipe tinha apenas dois anos de idade.

Sem licitação

Em outro post divulgado no Facebook, Santa Cruz é acusado de ter assinado contratos sem licitação com a Petrobras e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Entretanto, a Lei de Licitações dispensa licitações para contratação de advogados se for comprovada a singularidade e qualificação especial do escritório contratado.

Outra alegação seria uma suposta ação de Santa Cruz contra o ministro Sergio Moro no Conselho Nacional de Justiça, o que nunca aconteceu. Há inúmeras representações contra o juiz no CNJ, nenhuma delas assinadas ou motivadas por Santa Cruz.

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