Oposição ao Papa tem rede de blogs, panfletagem e acusações de comunismo

A campanha opositora interna que o papa Francisco sofre do Vaticano não se resume a propagação de fakenews de agências internacionais pouco afeitas a checagem de dados; há uma imensa rede de blogs, cartazes e jornais que propagam notícias falsas do Santo Padre; enquanto o Vatican News despolitiza o que pode – e se retrata –, a imprensa paga e obsoleta reproduz informações frágeis com a aparente função de erodir as mudanças em curso na Igreja

Lima Perú 20 01 2018 Papa Francisco no palacio do governo do Perú durante visita de 3 dias no País Foto Juanca Guzman NegriniGov.Perú
Lima Perú 20 01 2018 Papa Francisco no palacio do governo do Perú durante visita de 3 dias no País Foto Juanca Guzman NegriniGov.Perú (Foto: Gustavo Conde)

247 – A campanha opositora interna que o papa Francisco sofre do Vaticano não se resume a propagação de fakenews de agências internacionais pouco afeitas a checagem de dados. Há uma imensa rede de blogs, cartazes e jornais que propagam notícias falsas do Santo Padre. Enquanto o Vatican News despolitiza o que pode – e se retrata –, a imprensa paga e obsoleta reproduz informações frágeis com a aparente função de erodir as mudanças em curso na Igreja.

O papa Francisco enfrenta fortíssima oposição dentro e fora do Vaticano. Ela já se manifestou através de cartazes nas ruas de Roma, de uma edição falsa do Observatório Romano [o jornal oficial do Vaticano] dirigida à cúpula da igreja e continua ativa através de uma rede de blogs que são ou se dizem católicos. No Brasil, dois eventos recentes envolvendo o Papa ou representantes dele causaram controvérsia, pela forma como foram noticiados pelo Vaticano: o telefonema de Bergoglio à família da vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro; e a tentativa de visita de um assessor e amigo próximo de Francisco, o advogado argentino Juan Grabois, ao ex-presidente Lula.

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Para Jorge Mario Bergoglio, os adversários vieram rápido, apenas a fumaça branca desapareceu no céu, quando o agora ex-arcebispo de Buenos Aires, entrado no conclave com 76 anos de idade completos, ou seja, em idade de renúncia canônica, rejeitou os sinais da realeza papal: cruz de ouro, mozeta e sapatos vermelhos, sobrepeliz bordada de renda e o trono para receber o ato de obediência dos cardeais eleitores. Vê-lo sair vestido de branco do chamado “Quarto das lágrimas”, para muitos dos cardeais que acabaram de votar, foi um verdadeiro choque.

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