'Os Bolsonaros têm relações com a esgotosfera do crime', diz Padilha

O cineasta José Padilha volta a atacar Moro e diz que Boslonaro e família têm relações com a 'esgotofera' do crime; ele diz: "os Bolsonaros têm relações com a esgotosfera do crime organizado carioca". E emenda: "sou antipetista, antipeessedebista e antipeemedebista. Mas só me criticam por ser antipetista. Acho que a Dilma sofreu um golpe, mas sempre achei que o PT roubou"

'Os Bolsonaros têm relações com a esgotosfera do crime', diz Padilha
'Os Bolsonaros têm relações com a esgotosfera do crime', diz Padilha (Foto: Reprodução do Youtube)

247 - O cineasta José Padilha volta a atacar Moro e diz que Boslonaro e família têm relações com a 'esgotofera' do crime. Ele diz: "os Bolsonaros têm relações com a esgotosfera do crime organizado carioca". E emenda: "sou antipetista, antipeessedebista e antipeemedebista. Mas só me criticam por ser antipetista. Acho que a Dilma sofreu um golpe, mas sempre achei que o PT roubou."

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca trechos da entrevista com Padilha. 

"Eu não estou fazendo uma série sobre o Sergio Moro. Estou fazendo uma série sobre o mecanismo, que ele é real e opera independente do partido político. Serra foi denunciado, Temer foi preso, Lula está na cadeia. O mecanismo não tem ideologia, ele é a forma pela qual a política se estruturou no Brasil desde o primeiro governo democrático. Agora, eu não sei quem mais é o Moro. Eu vejo duas possibilidades: ele não olhou direito onde estava entrando e, como o Fernando Henrique, é muito vaidoso. Não se deu ao trabalho de olhar o histórico dos Bolsonaros. Os Bolsonaros têm relações com a esgotosfera do crime organizado carioca. Ele é de Curitiba, talvez não saiba. A outra possibilidade é que ele sabia o que estava fazendo e ele fez. Aí o Moro é totalmente diferente de quem eu pensei que ele fosse."

"No "Ônibus 174" (2002), eu mostro como o estado produz criminosos violentos na figura do Sandro Nascimento [ex-menino de rua que sequestrou o ônibus]. Aí eu quis fazer o outro lado da moeda, como o Estado forma policiais violentos.

(...)

Para mim, é claro que o Nascimento é um cara que tortura, eu mostro ele torturando. Para meu espanto, um número razoável de brasileiros achou aquilo ótimo. Mais ou menos o que o Scorsese disse quando viu seu 'Taxi Driver' no cinema: "Caralho, os caras estão aplaudindo o cara!". Me disseram mesmo isso: 'Tem muita gente de direita que saiu do armário por causa desse filme e agora a gente está vendo eles'."

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