Para 74%, ao cortar verba, Bolsonaro pressiona para ter mídia mais dócil

Sondagem feita com a Comunidade 247 nesta sexta-feira 21, reunindo 2,9 mil votos, aponta que a maioria dos entrevistados acreditam que Jair Bolsonaro, ao anunciar um corte de verba oficial para a mídia nos próximos anos, está fazendo uma pressão para ter a imprensa mais dócil com seu governo; outros 22% acredita que Bolsonaro está certo "porque os gastos com propaganda oficial são exagerados"

Para 74%, ao cortar verba, Bolsonaro pressiona para ter mídia mais dócil
Para 74%, ao cortar verba, Bolsonaro pressiona para ter mídia mais dócil

247 - Uma enquete publicada na aba Comunidade do canal do YouTube da TV 247 nesta sexta-feira 21, reunindo 2,9 mil votos até as 18h, aponta que a maioria dos entrevistados acredita que Jair Bolsonaro, ao anunciar corte de propaganda oficial para a mídia nos próximos anos, está fazendo uma pressão para ter a imprensa "mais dócil" com seu governo.

Outros 22% acreditam que Bolsonaro está certo "porque os gastos com propaganda oficial são exagerados". Uma pequena minoria (3%) vê como positiva a estratégia de comunicação do futuro governo, de focar nas redes sociais para falar com seu público.

Na manhã desta sexta, o presidente eleito deu mais uma demonstração de que pretende restringir os gastos com publicidade oficial, que são direcionados a grandes veículos de comunicação. Ele anunciou em suas redes sociais que "não irá pleitear qualquer aumento" do valor de R$ 150 milhões destinado para a Secretaria de Comunicação Social em 2019 aprovado no Orçamento nesta quinta-feira, que representou um "corte de 45,8% do valor proposto pelo atual governo (R$ 277 milhões)".

A redução no orçamento se dá em meio à guerra declarada entre o bolsonarismo e a mídia tradicional. Bolsonaro também voltou a anunciar que planeja revisar "diversos contratos" e reavaliar "o quadro pessoal da SECOM" para 2020.

"O lado bom é saber que a globolixo e seus pares ficarão à míngua, por outro lado a tentativa é mesmo a de colocar a mídia tradicional contra às cordas. 'Ou me trata bem, ou fica sem mesada'. Vamos ver quem vence esse cabo de guerra. Tomara que seja o povo, para o bem da democracia", comenta Rosangela Menezes, que votou com a maioria.

José Miguel Ferreira de Carvalho, para quem, "os gastos com propaganda oficial são exagerados", opina que "muitas vezes o governo usa a mídia para se promover. Na televisão aparece a propaganda que a Petrobrás se recuperou desligando dos seus quadros os corruptos. E está aí a gasolina só aumenta acompanhada de outros derivados. Propaganda só para o governo e quem recebe a grana. O povo que se exploda".

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