Para Mello Franco, Gilmar manobra processo no TSE como jogador de pôquer

"O Tribunal Superior Eleitoral consultou o calendário e, surpresa, concluiu que o processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer não poderá mais ser julgado até o fim do ano. O anúncio sepulta oficialmente a possibilidade de novas eleições diretas para presidente", diz Bernardo Mello Franco; "Quem conhece o pôquer brasiliense sabe que esta carta já estava fora do baralho. Mesmo assim, era mantida sobre a mesa para iludir os jogadores mais desavisados"

Para Mello Franco, Gilmar manobra processo no TSE como jogador de pôquer
Para Mello Franco, Gilmar manobra processo no TSE como jogador de pôquer (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)
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247 – O colunista Bernardo Mello Franco avalia que o ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, manobra o processo do PSDB que pede a cassação da chapa Dilma-Temer como um autêntico jogador de pôquer.

"O Tribunal Superior Eleitoral consultou o calendário e, surpresa, concluiu que o processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer não poderá mais ser julgado até o fim do ano. O anúncio sepulta oficialmente a possibilidade de novas eleições diretas para presidente. Quem conhece o pôquer brasiliense sabe que esta carta já estava fora do baralho. Mesmo assim, era mantida sobre a mesa para iludir os jogadores mais desavisados", diz ele.

"Nesta sexta (16), Gilmar foi questionado sobre o desfecho do processo. Um trecho de sua resposta merece lugar nos livros de história: 'O futuro a Deus pertence. Vamos aguardar. Nem sei se haverá julgamento este ano. Nós não sabemos também se haverá condenação. Em suma, nós temos um processo todo peculiar'". 

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