Para o Globo, ajuste não deve ser contido pelo desemprego

Jornal dos irmãos Marinho defende pulso firme da equipe de Joaquim Levy no avanço do ajuste fiscal e diz que recuo, mesmo diante do aumento do desemprego, seria trágico para a parcela de confiança já recuperada junto aos agentes econômicos: “Ao contrário, quanto mais rapidamente o reequilíbrio nas contas públicas for alcançado, mais cedo surgirão os sinais da retomada nos investimentos, a perda de fôlego da inflação, reativação do consumo, crescimento”

Jornal dos irmãos Marinho defende pulso firme da equipe de Joaquim Levy no avanço do ajuste fiscal e diz que recuo, mesmo diante do aumento do desemprego, seria trágico para a parcela de confiança já recuperada junto aos agentes econômicos: “Ao contrário, quanto mais rapidamente o reequilíbrio nas contas públicas for alcançado, mais cedo surgirão os sinais da retomada nos investimentos, a perda de fôlego da inflação, reativação do consumo, crescimento”
Jornal dos irmãos Marinho defende pulso firme da equipe de Joaquim Levy no avanço do ajuste fiscal e diz que recuo, mesmo diante do aumento do desemprego, seria trágico para a parcela de confiança já recuperada junto aos agentes econômicos: “Ao contrário, quanto mais rapidamente o reequilíbrio nas contas públicas for alcançado, mais cedo surgirão os sinais da retomada nos investimentos, a perda de fôlego da inflação, reativação do consumo, crescimento” (Foto: Roberta Namour)
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247 – O jornal ‘O Globo’ defende firmeza da equipe de Joaquim Levy para bancar o ajuste fiscal mesmo diante do aumento do desemprego.

Segundo a publicação dos irmãos Marinho, o recuo seria trágico para a parcela de confiança já recuperada junto aos agentes econômicos: “Ao contrário, quanto mais rapidamente o reequilíbrio nas contas públicas for alcançado, mais cedo surgirão os sinais da retomada nos investimentos, a perda de fôlego da inflação, reativação do consumo, crescimento”.

Leia o editorial sobre o assunto:

Desemprego não justifica recuos em ajuste

Seria trágico se a presidente recuasse no ajuste diante de sinais previsíveis num processo de reequilíbrio das contas públicas, sem o qual o crescimento não voltará

Os primeiros efeitos de um ajuste fiscal são negativos. Aperto monetário (juros em alta), no crédito ( inclusive com o corte nos subsídios ao BNDES) e choque tarifário, necessário devido ao populismo praticado nas contas de luz e preço de combustíveis, produzem mais inflação e desaquecem a economia. É inevitável.

Lembre-se que a economia já estava em mergulho no ano passado — apenas 0,1% de crescimento do PIB —, causado pelo esgotamento do tal “novo marco macroeconômico”, a malsucedida experiência heterodoxa de estimular o consumo ao extremo por meio de uma política fiscal desregrada, subsídios, manipulação cambial e tarifas congeladas. O resultado foi um rombo bilionário na Petrobras, corrupção à parte, déficits recordes nas contas públicas, inflação em alta e saldo negativo na balança comercial, também ajudado pela queda nas cotações de commodities.

Até a economista heterodoxa Dilma Rousseff teve de se curvar à necessidade do ajuste de Joaquim Levy. No momento, colhem-se números negativos: a inflação ultrapassou os 8%, bem acima dos 6,5% do limite superior da meta de 4,5%; o desemprego no primeiro trimestre subiu para 7,9% (6,5% no último trimestre de 2014), e se manterá nessa tendência, porque, entre outros fatores, a indústria apenas começa o seu próprio ajuste.

Informou ontem O GLOBO que 50 mil vagas foram fechadas, de janeiro a abril, no segmento de eletrodomésticos, eletrônicos e automóveis. Juros em alta, crédito escasso e mais caro agravam a retração do consumo, já observada em 2014 pelo endividamento excessivo das famílias. Consumo retraído faz cair a produção nas fábricas, forçadas a demitir para cortar custos.

A produção de eletrodomésticos recuou 22,9% no primeiro trimestre e a de automóveis, 16,1%. Na categoria de bens de consumo duráveis, a queda foi de 15,8%, e a indústria como um todo, menos 5,9%.

Não faltará quem dê à presidente o mau conselho de recuar. São os mesmos que sussurram a Dilma para afrouxar o compulsório bancário, a fim de ajudar a construção civil. Seria trágico se, por remorso ideológico, Dilma retrocedesse: a parcela de confiança já recuperada junto aos agentes econômicos se esfumaçaria, em meio a uma disparada do dólar, sensível termômetro da credibilidade do governo junto a investidores e a sociedade como um todo. Logo, haveria outro choque na inflação. Portanto, mais elevação dos juros e, em decorrência, aprofundamento da recessão.

Ao contrário, quanto mais rapidamente o reequilíbrio nas contas públicas for alcançado, mais cedo surgirão os sinais da retomada nos investimentos, a perda de fôlego da inflação, reativação do consumo, crescimento. Este processo é conhecido. Mas significará um mergulho no escuro não ser firme neste momento.

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