"Para os jornais a corrupção no Brasil é como meu uísque: 12 anos"

Jornalista Xico Sá, que se demitiu da Folha de S. Paulo após ser impedido de publicar um artigo pró-Dilma, resume, com uma metáfora perfeita, a hipocrisia da imprensa brasileira; detalhe, Fernando Baiano disse fazer negócios na Petrobras desde 2000 e Pedro Barusco, o corrupto de US$ 100 milhões, afirma ter começado a coletar propinas em 1996

Jornalista Xico Sá, que se demitiu da Folha de S. Paulo após ser impedido de publicar um artigo pró-Dilma, resume, com uma metáfora perfeita, a hipocrisia da imprensa brasileira; detalhe, Fernando Baiano disse fazer negócios na Petrobras desde 2000 e Pedro Barusco, o corrupto de US$ 100 milhões, afirma ter começado a coletar propinas em 1996
Jornalista Xico Sá, que se demitiu da Folha de S. Paulo após ser impedido de publicar um artigo pró-Dilma, resume, com uma metáfora perfeita, a hipocrisia da imprensa brasileira; detalhe, Fernando Baiano disse fazer negócios na Petrobras desde 2000 e Pedro Barusco, o corrupto de US$ 100 milhões, afirma ter começado a coletar propinas em 1996 (Foto: Leonardo Attuch)
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247 - "Para os jornais a corrupção no Brasil é igual ao meu uísque: só tem 12 anos. Mais história e menos lorota, mais cadeia e menos caô de delação premiada", disse o jornalista Xico Sá, em sua página no Facebook.

A metáfora perfeita sintetiza a hipocrisia da imprensa brasileira em relação à Operação Lava Jato, que tenta confinar as denúncias de corrupção aos últimos doze anos.

Esse esforço, no entanto, vem sendo dificultado pelas próprias revelações da operação. O lobista Fernando Baiano disse ter entrado na Petrobras em 2000, enquanto Pedro Barusco, o corrupto de US$ 100 milhões, confessou ter começado a coletar propinas em 1996.

Recentemente, Xico Sá se demitiu da Folha de S. Paulo, ao ser impedido de publicar um artigo em que declarava seu voto em Dilma Rousseff.

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