Pelas árvores, Correa pede fim de jornais impressos

O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou no Twitter que pretende fazer uma consulta popular no país sobre a eliminação dos jornais diários impressos para evitar a derrubada de árvores; ele fez a provocação ao ser questionado pela mídia local sobre o projeto de uma jazida petrolífera; “agora os maiores ecologistas são os diários mercantilistas”, ironizou

O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou no Twitter que pretende fazer uma consulta popular no país sobre a eliminação dos jornais diários impressos para evitar a derrubada de árvores; ele fez a provocação ao ser questionado pela mídia local sobre o projeto de uma jazida petrolífera; “agora os maiores ecologistas são os diários mercantilistas”, ironizou
O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou no Twitter que pretende fazer uma consulta popular no país sobre a eliminação dos jornais diários impressos para evitar a derrubada de árvores; ele fez a provocação ao ser questionado pela mídia local sobre o projeto de uma jazida petrolífera; “agora os maiores ecologistas são os diários mercantilistas”, ironizou (Foto: Leonardo Attuch)
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Leandra Felipe*
Correspondente da Agência Brasil/EBC

Bogotá - O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou hoje (19) que pretende fazer uma consulta popular no país sobre a eliminação dos jornais diários impressos para evitar a derrubada de árvores. Em sua conta no Twitter, Correa reprovou as críticas que recebeu da imprensa após o anúncio de que pretende explorar uma jazida petrolífera do Parque Yasuní, na Amazônia equatoriana. “Agora os maiores ecologistas são os diários mercantilistas”, escreveu no Twitter.

Rafael Correa comentou a proposta de indígenas, políticos e ambientalistas de submeter a decisão de explorar o petróleo no parque à consulta popular. “Se vamos a consulta [sobre a exploração], proporemos também jornais diários somente digitais para economizar papel e evitar a derrubada indiscriminada de árvores”, levantou na rede social.

O parque é uma reserva mundial e não havia extração de petróleo no local. O projeto foi criado em 2007 na expectativa de que a comunidade internacional compensasse financeiramente a não exploração. O Parque Yasuní tem 20% das reservas estimadas de petróleo do Equador (920 milhões de barris) .

O presidente equatoriano também sugeriu que o tema está sendo “politizado” por grupos que querem derrotar o governo, manipulando jovens sobre o tema. Durante o programa Enlace Cidadão, ele também disse que a decisão de acabar com a iniciativa ambiental Yasuní “causou-lhe grande tristeza”.

* Com informações da Andes (Agência Pública Equatoriana de Notícias)

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