Plano de Dilma foi “apressado”, diz Economist

Revista britânica volta a fazer críticas à condução do governo pela presidente Dilma Rousseff; reportagem sobre os protestos do Brasil na edição deste fim de semana avalia que o pacto nacional "parece apressado e pouco provável para proporcionar calma duradoura"; além disso, continua o texto, "sua proposta central, de uma assembleia constituinte, era inconstitucional e, ao que parece, lançada sem consulta - nem mesmo a Michel Temer"

Plano de Dilma foi “apressado”, diz Economist
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247 – Como de costume, a imprensa britânica não poupou críticas às soluções da presidente Dilma Rousseff para responder as manifestações que ocorrem em todo o País. Depois de o jornal Financial Times criticar, um a um, os cinco pactos propostos pela chefe do Executivo e ainda criar uma "lista de desejos" para o governo brasileiro, a revista The Economist aponta problemas no anúncio feito por Dilma no início dessa semana.

Reportagem da última edição impressa da revista (leia aqui, em inglês), com data de 29 de junho, avalia que o pacto nacional "parece apressado e pouco provável para proporcional calma duradoura". Além disso, continua o texto, "sua proposta central, de uma assembleia constituinte, era inconstitucional e, ao que parece, lançada sem consulta – nem mesmo a Michel Temer, o vice-presidente, que é um advogado constitucionalista".

"Foi rapidamente retirado", afirma a reportagem, informando que agora foi colocada no lugar a proposta de um referendo, a ser realizado em agosto, para consultar a população sobre o formato de uma reforma política, que o Congresso tornaria lei. A revista lembra que a discussão sobre a reforma política já dura anos e que é urgentemente necessária, mas que os partidos políticos, alguns sem qualquer ideologia, têm "pouco apetite para mudanças".

Nesta quinta-feira, depois de uma reunião entre presidentes dos partidos da base aliada e Dilma, além de três ministros do governo, foi anunciado que o plebiscito, e não o referendo, como diz a Economist, era um dos pontos de consenso, além da reforma política. A oposição criticou, ontem, em nota, a ideia de plebiscito e defendeu o referendo. "Somos favoráveis à consulta popular. Mas não sob a forma plebiscitária do sim ou não", diz trecho do texto.

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