PML: Facebook passou a mensagem de que não quer ser o bordel da política

O jornalista Paulo Moreira Leite avaliou a decisão do Facebook de tirar do ar nesta quarta-feira 88 contas e páginas bolsonaristas e considerou que a rede de Mark Zuckerberg “perdeu apoio de grupos econômicos importantes e teve que tomar uma decisão política”. "O Facebook não quer mais ser taxado como o bordel da política”, ressaltou Moreira Leite

Paulo Moreira Leite, Mark Zuckerberg e irmãos Bolsonaro
Paulo Moreira Leite, Mark Zuckerberg e irmãos Bolsonaro (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Reuters | Reprodução)
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247-  O jornalista Paulo Moreira Leite, ao participar do Bom Dia 247 nesta quinta-feira (9) avaliou que a decisão do Facebook em tirar do ar 88 contas e páginas ligadas aop bolsonarismo ao trumpismo e a grupos de extrema-direita em outros países “reflete o mal estar do capital internacional com esse fascismo que vem de Donald Trump e que Bolsonaro ecoa”. 

“Existe um mal estar, é claro que há uma questão econômica, pois o Facebook perde apoio de grupos econômicos importantes. Eles tiveram que pensar politicamente e vetar a rede bolsonarista”, acrescentou o jornalista. 

Desde junho a rede social é alvo da campanha internacional “Stop Hate for Profit” [pare o ódio pelo lucro] cujo o objetivo é a retirada de conteúdos que estimule o ódio e propague mentiras. Desde que a campanha foi lançada, mais de 160 empresas, incluindo a Verizon e a Unilever, firmaram compromisso para parar de comprar anúncios na maior plataforma de Zuckerberg. 

O jornalista enfatizou em sua fala que “o bolsonarismo fora do Facebook é o maior golpe que o movimento sofreu em sua história” e que "a sociedade brasileira talvez possa respirar em um ambiente mais democrático”. “Agora, vamos ver até quando esse movimentação irá durar”, ponderou ele. 

Moreira Leite resgatou o bombardeio de fake news nas eleições de 2018, fundamentais para eleger Bolsonaro. “A gente nem imaginava na época que essa rede de mentiras existia com tanta força. Através do Facebook essa rede enganou milhares brasileiros. Agora, sem essa rede de apoio, eles estão acuados”. 

Ele também disse que as CPMI das fake news na Câmara e o inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga a máfia de fake news bolsonarista “ganham um novo fôlego e legitimidade com a decisão do Facebook”. 

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