Por ordem do TCU, Fábio Faria tira verba de Silvio Santos e Record e dá para Globo

Genro do dono do SBT, o ministro das Comunicações teve que realinhar as verbas das emissoras. Até então, o governo Bolsonaro favorecia emissoras aliadas

Jair Bolsonaro, ministro Fábio Faria e Silvio Santos
Jair Bolsonaro, ministro Fábio Faria e Silvio Santos (Foto: Reprodução)
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Revista Fórum - Logo em sua chegada ao ministério das Comunicações, em junho de 2020, Fábio Faria, genro de Sílvio Santos, foi obrigado, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), a realinhar as verbas da publicidade estatal federal da Secom (Secretaria de Comunicação) do Palácio do Planalto.

Desde 2019, o primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro (Sem Partido), a Record, emissora de Edir Macedo, é a que mais se beneficia quando somados os recursos destinados pela Secom. Nesses 3 anos, a emissora do pastor acumula R$ 58,8 milhões. O SBT, em 2º, recebeu R$ 53,5 milhões. A Globo, apesar de ser a primeira em audiência, está em 3º lugar no acumulado da administração bolsonarista na Secom, com R$ 47,2 milhões.

Os dados são do Poder360, que só teve acesso aos recursos programados pela Secom e não o total de gastos em publicidade estatal federal das administrações direta e indireta. Por conta disto, ficam de fora os gastos com propaganda realizados por Petrobras, bancos públicos e pagamentos dos próprios ministérios para campanhas específicas. O site avisa que essas informações completas e compiladas não estão mais disponíveis ao público desde 2017, com a chegada de Michel Temer ao Planalto.

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