Protagonismo de Haddad faz adversários quererem Lula nas pesquisas

Com a associação eleitoral entre os nomes de Fernando Haddad e Luiz Inácio Lula da Silva, cenários técnicos das próximas pesquisas eleitorais já começam a ser desenhados. Eles ponderam, por exemplo, sobre a possibilidade de o nome do ex-prefeito constar nas pesquisas depois do dia 15 de agosto, quando Lula solicitar o registro da candidatura. Para alguns especialistas, apenas o nome de Lula deverá constar nas pesquisas. 

Protagonismo de Haddad faz adversários quererem Lula nas pesquisas
Protagonismo de Haddad faz adversários quererem Lula nas pesquisas (Foto: Ricardo Stuckert)

247 - Com a associação eleitoral entre os nomes de Fernando Haddad e Luiz Inácio Lula da Silva, especialistas já começam a apontar cenários técnicos das próximas pesquisas eleitorais. Eles ponderam, por exemplo, sobre a possibilidade de o nome do ex-prefeito constar nas pesquisas depois do dia 15 de agosto, quando Lula solicitar o registro da candidatura. Como a justiça eleitoral jamais previu tal situação, o entendimento acerca do tema é defasado e gera dúvidas.

"Especialistas questionam a possibilidade de o nome do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) constar em pesquisas eleitorais das eleições 2018 a partir do dia 15 de agosto, quando o PT deve solicitar o registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Isso porque a Justiça Eleitoral exige que, a partir desse período, institutos de pesquisas coloquem os nomes de todos os candidatos que tenham requerido o registro na Justiça Eleitoral, o que não permitiria a apresentação de cenários sem Lula. Até o momento, com a perspectiva de que a candidatura de Lula seja barrada na Justiça Eleitoral, as pesquisas têm simulado pelo menos dois cenários: um com o ex-presidente e outro com seu provável substituto, o ex-prefeito Fernando Haddad. A partir do dia 15, no entanto, essa situação abre margem para que adversários ou o Ministério Público questionem o expediente, avaliam especialistas consultados pelo Estadão/Broadcast. O cenário sem Lula e com Haddad, com base nesse entendimento, só poderia voltar às pesquisas quando houver a substituição do candidato. Até lá, as empresas terão que avaliar a capacidade de transferência de votos de Lula com perguntas específicas ao eleitor, afirmam.

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Para ela, se Haddad for colocado em pesquisas, o TSE poderá ser provocado. "Certamente, se alguém tentar fazer uma pesquisa com alguém que não é candidato, será judicializado. Difícil que algum candidato conteste, porque para eles é interessante avaliar o cenário, mas o Ministério Público pode questionar." O professor de Direito Constitucional Daniel Falcão, da Universidade de São Paulo (USP) e do IDP (Instituto de Direito Público), é enfático ao afirmar que uma pesquisa não pode ir a campo com um nome que não solicitou o registro da Justiça Eleitoral como candidato. "Não vejo essa possibilidade. Não tem nada na lei proibindo, mas está implicitamente claro que só candidatos devem ser colocados", afirma. Ele lembra que o impasse é inédito porque esta é a primeira eleição presidencial em que um candidato "sabidamente inelegível" é registrado com a estratégia para substituí-lo expressada publicamente."

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