Reinaldo condena Dallagnol por antecipar sentença de Lula

"Há coisas que um procurador não pode fazer, a menos que seu ódio pessoal e sua militância se coloquem à frente de suas funções constitucionais. E ele não pode, por exemplo, antecipar o conteúdo da sentença de um juiz e anunciar quando ela será proferida", diz o colunista Reinaldo Azevedo; "É claro que isso é inaceitável", disse ainda o jornalista

"Há coisas que um procurador não pode fazer, a menos que seu ódio pessoal e sua militância se coloquem à frente de suas funções constitucionais. E ele não pode, por exemplo, antecipar o conteúdo da sentença de um juiz e anunciar quando ela será proferida", diz o colunista Reinaldo Azevedo; "É claro que isso é inaceitável", disse ainda o jornalista
"Há coisas que um procurador não pode fazer, a menos que seu ódio pessoal e sua militância se coloquem à frente de suas funções constitucionais. E ele não pode, por exemplo, antecipar o conteúdo da sentença de um juiz e anunciar quando ela será proferida", diz o colunista Reinaldo Azevedo; "É claro que isso é inaceitável", disse ainda o jornalista (Foto: Leonardo Attuch)

247 – O colunista Reinaldo Azevedo considerou inaceitável a conduta do procurador Deltan Dallagnol, que ontem antecipou a sentença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista coletiva.

Leia, abaixo, um trecho de sua coluna:

Mas há coisas que um procurador não pode fazer, a menos que seu ódio pessoal e sua militância se coloquem à frente de suas funções constitucionais. E ele não pode, por exemplo, antecipar o conteúdo da sentença de um juiz e anunciar quando ela será proferida.

Por incrível que possa parecer, Dallagnol fez isso. Assegurou que a sentença de Sérgio Moro, o juiz, sobre um dos processos que tem Lula como réu, sairá até julho. O contexto deixava claro que será uma condenação. É espantoso isso!

Lula é hoje, do ponto de vista legal, um cidadão como qualquer um de nós. Mas não se ignore que compõe a elite política do país e governou Banânia duas vezes. Como vão a Justiça e o Ministério Público Federal num país em que um procurador, que compõe a força que investiga, antecipa o conteúdo da sentença, com data, da força que julga? Se os medalhões passam por isso, estarão os pobres mais bem servidos?

É claro que isso é inaceitável.

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