Reinaldo: Witzel e Bolsonaro se acotovelaram para ver quem emplacava a narrativa mais asquerosa sobre o cadáver

O jornalista Reinaldo Azevedo condena a postura de Bolsonaro e Witzel, em relação à morte do homem que sequestrou um ônibus no trajeto da Ponte Rio-Niterói. "Witzel e Bolsonaro se acotovelaram para ver quem emplacava a narrativa mais asquerosa sobre o cadáver", condena

247 - O jornalista Reinaldo Azevedo, em sua coluna no Portal UOL, condena a postura de Bolsonaro e Witzel, em relação à morte do homem que sequestrou um ônibus no trajeto da Ponte Rio-Niterói. "Witzel e Bolsonaro se acotovelaram para ver quem emplacava a narrativa mais asquerosa sobre o cadáver", condena.

"Witzel, chegado à bufonaria truculenta, desceu do helicóptero e vibrou, dando socos para o alto, como se comemorasse um grande acontecimento. Ainda que estivesse satisfeito com o bom trabalho da polícia, a hora recomendava contenção. Não com ele. Aproveitou para defender a sua tese do abate:" 

"O presidente não fez por menos. Antes ainda do desfecho do caso, defendeu o emprego de "sniper". E afirmou a seguinte indignidade sobre o famoso caso do ônibus 174, sequestrado por Sandro Barbosa do Nascimento no dia 12 de junho de 2000:

"Não foi usado o 'sniper', o que aconteceu? Morreu a professora inocente. E depois esse vagabundo morreu no camburão. Os policiais do camburão foram submetidos a júri popular. Foram absolvidos por 4 a 3. Quase você condena alguns policiais a 12, 30 anos de cadeia, por causa de um marginal daquele do ônibus 174".

"Não vejo como se possa criticar a ação da PM do Rio de Janeiro, que matou Willian Augusto da Silva, que sequestrou um ônibus em que estavam ao menos 39 pessoas. No momento em que foi alvejado por um sniper — levou, ao todo, seis tiros —, havia ainda 33 no veículo. Soube-se apenas depois que a pistola que portava era de brinquedo. Consta que tinha ainda uma faca, um "taser" — arma de eletrochoque e carregava gasolina. Não havia alternativa para os policiais. Mesmo um tiro não letal poderia resultar em uma tragédia se a arma não fosse de brinquedo. Havia ainda o risco de incendiar o ônibus. Em casos assim, o criminoso não deixa alternativa às forças de segurança. A operação de salvamento dos reféns foi bem-sucedida. O dano colateral, mas inevitável, do ponto de vista humano, foi a sua morte."

 

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