Rejeição recorde de presidenciáveis abre caminho para vale-tudo na campanha

A rejeição recorde não apenas ao governo federal (aprovado por 2,2% da população), mas aos presidenciáveis do pleito de 2018 faz com que o cenário eleitoral atinja níveis altos de violência retórica e vale-tudo; sem Lula, a rejeição aos candidatos torna-se muito alta e o imenso volume de votos brancos e nulos pode deslegitimar de antemão uma eleição que nem bem começou

Rejeição recorde de presidenciáveis abre caminho para vale-tudo na campanha
Rejeição recorde de presidenciáveis abre caminho para vale-tudo na campanha (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

247 - A rejeição recorde não apenas ao governo Federal (aprovado por 2,2% da população), mas aos presidenciáveis do pleito de 2018 faz com que o cenário eleitoral atinja níveis altos de violência retórica e vale-tudo. Sem Lula, a rejeição aos candidatos torna-se muito alta e o imenso volume de votos brancos e nulos pode deslegitimar de antemão uma eleição que nem bem começou.

"Apenas 2,2% dos brasileiros confiam no Governo Federal. Quando se trata do Congresso Nacional e dos partidos políticos, o percentual é ainda menor: 0,6% e 0,2%, respectivamente, segundo a última pesquisa CNT/MDA, divulgada em maio. Essa desconfiança com o mundo político se manifesta também nas pesquisas de intenção de voto para a presidência da República, que alcança índices recordes nos levantamentos de todos os institutos. Segundo o Datafolha, por exemplo, os votos brancos e nulos lideram a corrida presidencial e 33% do eleitorado não tem candidato nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o pré-candidato com mais intenções de voto (30%) — e também a maior rejeição (46%) —, mas cuja candidatura mal pode ser vista no horizonte, por conta de sua condenação à prisão em segunda instância. Nesse contexto, em que os principais candidatos partem de uma rejeição de pelo menos 40%, o espaço para ampliar o eleitorado se torna mais restrito. E fica mais fácil machucar as candidaturas dos adversários.

Para o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, a impressão é de que os eleitores mais convictos são aqueles que não querem votar em ninguém. A esta altura, a persistência de um terço do eleitorado sem candidato nas pesquisas estimuladas é inédita, o que pode ser explicado em parte pela ausência de uma candidatura governista forte. "Quem não tem candidato está buscando algo que passe pela conciliação, pela clareza na definição e na exposição das propostas, e está cansado dos embates mais virulentos e que não levam à solução dos problemas urgentes", opina o pesquisador. Segundo os levantamentos do DataPoder360, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que lidera as pesquisas presidenciais nos cenários sem Lula, também se destaca entre os concorrentes pela convicção de seu eleitorado: 77% de seus eleitores dizem que não trocam mais de candidato."

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