Renan ensaia contraponto ao controle tucano sobre Temer

"Muito mais importantes que a troca de farpas com Eduardo Cunha – os dois não se cruzam há milênios – as declarações de Renan Calheiros sobre a 'pressa' no encaminhamento ao Congresso da 'reforma' da Previdência são um sinal da disputa de poder sobre Michel Temer, entre o presidente do Senado e os tucanos, apoiados por sua artilharia de mídia", escreve o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço

"Muito mais importantes que a troca de farpas com Eduardo Cunha – os dois não se cruzam há milênios – as declarações de Renan Calheiros sobre a 'pressa' no encaminhamento ao Congresso da 'reforma' da Previdência são um sinal da disputa de poder sobre Michel Temer, entre o presidente do Senado e os tucanos, apoiados por sua artilharia de mídia", escreve o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço
"Muito mais importantes que a troca de farpas com Eduardo Cunha – os dois não se cruzam há milênios – as declarações de Renan Calheiros sobre a 'pressa' no encaminhamento ao Congresso da 'reforma' da Previdência são um sinal da disputa de poder sobre Michel Temer, entre o presidente do Senado e os tucanos, apoiados por sua artilharia de mídia", escreve o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço (Foto: Gisele Federicce)

Por Fernando Brito, do Tijolaço

Muito mais importantes que a troca de farpas com Eduardo Cunha – os dois não se cruzam há milênios – as declarações de Renan Calheiros sobre a "pressa" no encaminhamento ao Congresso da "reforma" da Previdência são um sinal da disputa de poder sobre Michel Temer, entre o presidente do Senado e os tucanos, apoiados por sua artilharia de mídia.

Ficou evidente a ofensiva contida nas exigências do PSDB, com Aécio Neves à frente. Para que se aproveite a "janela de oportunidade" e reduzam-se os direitos do trabalhador em matéria de aposentadoria e, claro, também em outra "reforma" ao gosto do mercado: a trabalhista.

Renan, com o controle que lhe dá a posição de presidente do Senado, onde qualquer destes projetos tem de ter três quintos dos votos para ser aprovados apresentou-se de imediato para o "estica e puxa" sobre Temer.

Afinal, no Senado são 49 votos e, para que se tenha ideia de como é difícil atingi-los basta relembrar que a retirada dos direitos políticos de Dilma, sem o apoio de Renan, chegou a apenas 42 votos.

Imagine ter este quórum para fixar "no tranco" uma idade mínima de 65 anos para aposentar-se!

O mesmo vale para a sonhada jornada de trabalho de 12 horas...

Renan está, evidentemente, escolhendo o terreno a disputa: a questão social, deixando claro que não vai aderir ao "faça logo o serviço" que a mídia e o PSDB exigem de Michel Temer.

"A ferro e fogo, não vai", disse, deixando claro que a agenda neoliberal vai ter oposição, também no Congresso.

Se, claro, tiver a das ruas.

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