Reuters: em vez de afirmar, diretor da PF indicou tendência de arquivamento de inquérito

A agência de notícias Reuters divulgou uma reedição da entrevista publicada com o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia. De acordo com a agência, o dirigente afirmou que até o momento não há indício de crime no caso do decreto dos portos que apura eventual crime de Michel Temer, "indicando, em vez de afirmando, que a tendência é que a PF arquive o caso"

A agência de notícias Reuters divulgou uma reedição da entrevista publicada com o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia. De acordo com a agência, o dirigente afirmou que até o momento não há indício de crime no caso do decreto dos portos que apura eventual crime de Michel Temer, "indicando, em vez de afirmando, que a tendência é que a PF arquive o caso"
A agência de notícias Reuters divulgou uma reedição da entrevista publicada com o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia. De acordo com a agência, o dirigente afirmou que até o momento não há indício de crime no caso do decreto dos portos que apura eventual crime de Michel Temer, "indicando, em vez de afirmando, que a tendência é que a PF arquive o caso" (Foto: Leonardo Lucena)
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247 - A agência de notícias Reuters divulgou na noite deste sábado (10) uma reedição da entrevista publicada na sexta-feira (2) com o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia. De acordo com a agência, o dirigente afirmou que até o momento não há indício de crime no caso do decreto dos portos que apura eventual crime de Michel Temer, "indicando, em vez de afirmando, que a tendência é que a PF arquive o caso".

À Reuters, Segovia disse que a tendência na PF é recomendar o arquivamento da investigação em que Temer é suspeito de beneficiar a empresa Rodrimar em um decreto que renovou concessões no Porto de Santos, em São Paulo. "Ali, em tese, o que a gente tem visto, nos depoimentos, as pessoas têm reiteradamente confirmado que não houve nenhum tipo de corrupção, não há indícios realmente de qualquer tipo de recurso ou dinheiro envolvidos. Há muitas conversas e poucas afirmações que levem realmente a que haja um crime", afirmou ele.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, que é relator da investigação no Supremo, intimou ele a prestar esclarecimentos e disse a conduta de Segovia "é manifestamente imprópria e pode, em tese, caracterizar infração administrativa e até mesmo penal". Barroso entende que a entrevista do diretor da PF ameaçou o delegado responsável pelo caso, "que deve ter autonomia para desenvolver o seu trabalho com isenção e livre de pressões".

 

 

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