Sakamoto: Bolsonaro é crítico de apuração sobre Flávio, mas não quando atinge Witzel

Jornalista Leonardo Sakamoto observa que a comemoração de Jair Bolsonaro acerca da Operação Placebo, que teve como um dos alvos a mulher do governador do Rio, Wilson Witzel, difere do tom adotado quando as investigações envolvem seus familiares

(Foto: ABr)
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247 - O jornalista Leonardo Sakamoto observa que a comemoração de Jair Bolsonaro acerca da Operação Placebo, deflagrada nesta terça-feira (26) e que teve como um dos alvos o suposto envolvimento da mulher do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, em um esquema de desvio de recursos públicos para o combate à Covid-19, difere do tom adotado quando as investigações envolvem seus familiares.

“No dia 24 de janeiro do ano passado, por exemplo, em entrevista à TV Record, afirmou que "não é justo atingir um garoto, fazer o que estão fazendo com ele, para tentar me atingir." Ele se referia a investigação sobre o filho, o senado Flávio Bolsonaro, então com 37 anos”, diz Sakamoto em seu blog no UOL.

“O "garoto" está sendo investigado pelo Ministério Público por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa em meio à ação que gira em torno do faz-tudo da família, Fabrício Queiroz”, observa Sakamoto. 

Sakamoto ressalta que ‘no dia 16 de maio do ano passado, manteve o mesmo estilo de justificativa e disse, em entrevista nos Estados Unidos, que "desde o começo do meu mandato, o pessoal está atrás de mim o tempo todo, usando a minha família". “As reclamações se transformaram em interferência política, segundo acusação de Sergio Moro, ex-ministro da Justiça”, completa. 

‘No já icônico vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, divulgado por autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, em meio a inquérito que analisa se o presidente interveio na instituição em nome de suas necessidades pessoais, ele reclama: "não posso ser surpreendido com notícias. Pô, eu tenho a PF que não me dá informações"’, acrescenta o jornalista.

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