Sakamoto: de onde Temer vai tirar dinheiro para “comprar” sua permanência no cargo?

"Eu até diria que, no limite, se faltarem recursos para negociação, Temer pode entregar o povo em troca. Mas ele já teve essa ideia quando, quando em outubro do ano passado, acatou um velho pedido dos ruralistas e de algumas empresas da construção civil e baixou uma portaria dificultando o resgate de trabalhadores escravizados", diz o jornalista Leonardo Sakamoto

Sakamoto: de onde Temer vai tirar dinheiro para “comprar” sua permanência no cargo?
Sakamoto: de onde Temer vai tirar dinheiro para “comprar” sua permanência no cargo? (Foto: Dir.: Ueslei Marcelino - Reuters)

247 - "A greve dos caminhoneiros não jogou o país em uma nova crise, apenas deixou lembrou que nunca saímos da anterior – apesar do ufanismo desvairado da publicidade estatal e do otimismo vai-que-cola de parte dos analistas", diz o jornalista Leonardo Sakamoto.

"Mais de 13 milhões de desempregados e suas famílias, além de outros 4,6 milhões que desistiram de procurar emprego de tanto procurar, já sabiam disso. A incompetência e a lentidão da gestão Michel Temer para prever a paralisação e lidar com ela e depois a forma como entregou bilhões que seriam usados para garantir direitos coletivos na forma de desconto de combustível fóssil despertou outras categorias", acrescentou.

"Um presidente fraco que comanda um governo sem legitimidade pode entregar muita coisa para se manter com foro privilegiado e, portanto, longe da cadeia por mais tempo", afirma. "Até reduzir a já pequena parcela de direitos sociais efetivados para garantir o barateamento do preço do diesel na bomba sem tocar na política de preços da Petrobras e desagradar o mercado".

"Eu até diria que, no limite, se faltarem recursos para negociação, Temer pode entregar o povo em troca. Mas ele já teve essa ideia quando, quando em outubro do ano passado, acatou um velho pedido dos ruralistas e de algumas empresas da construção civil e baixou uma portaria dificultando o resgate de trabalhadores escravizados. Mas o Supremo Tribunal Federal barrou e a sociedade não deixou, então terá que procurar outra forma", complementou.

Leia a íntegra no Blog do Sakamoto

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