Sakamoto: impeachment de Crivella seria duro golpe no projeto de poder da Universal

O jornalista critica "a fé usada como instrumento de um projeto político"; "O afastamento de Crivella seria um duro golpe no neopentecostalismo televisivo, que deu um salto, com sua vitória à Prefeitura em 2016, para a implementação de um projeto de poder mais amplo e de longo prazo"

Sakamoto: impeachment de Crivella seria duro golpe no projeto de poder da Universal
Sakamoto: impeachment de Crivella seria duro golpe no projeto de poder da Universal (Foto: Dir.: Tomaz Silva - ABR)

247 - Bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB) "está sendo acusado de oferecer vantagens a lideranças religiosas em reunião no Palácio da Cidade na última quarta (4). Prometeu ajuda, por exemplo, para encaminhar fieis a cirurgias e agilizar a isenção da cobrança de IPTU de templos", reforça o jornalista Leonardo Sakamoto.

De acordo com o jornalista, a "questão não é a fé. Mas a fé usada como instrumento de um projeto político". "O afastamento de Crivella seria um duro golpe no neopentecostalismo televisivo, que deu um salto, com sua vitória à Prefeitura em 2016, para a implementação de um projeto de poder mais amplo e de longo prazo, visando ao comando do país", diz. "Crivella pode professar o credo que quiser. Mas a partir do momento em que se senta na cadeira de prefeito, deve governar para todos, sem preferências, conforme a Constituição Federal".

Sakamoto afirma que "o flagra da semana passada não foi a única vez em que Crivella privilegiou sua base religiosa em detrimento ao restante da população, tanto que o Ministério Público entrou com uma ação de improbidade contra ele, citando outros atos a serem investigados".

"Como eventos de igrejas em escolas públicas e um censo religioso na Guarda Civil. O pior é que ao colocar um credo à frente dos demais, o prefeito acaba por empoderar pessoas que cometem atos de violência contra outras, como aqueles que vitimizam adeptos de religiões de matriz africana", diz. "Durante os últimos anos, um naco ultraconservador dos congressistas religiosos formou uma espécie de bancada fundamentalista, crescente e barulhenta, bloqueando projetos de leis que efetivam direitos relacionados à saúde da mulher, educação e questões de gênero – sem contar as tentativa de retrocesso nos direitos já vigentes".

Leia a íntegra no Blog do Sakamoto

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