Sakamoto: insanidade que pede golpe militar tenta parasitar greve dos caminhoneiros

De acordo com o jornalista Leonardo Sakamoto, "o mais triste é saber que os malucos de plantão que têm saudade da ditadura militar" foram "alimentados pelo próprio Michel Temer, que tirou as Forças Armadas da caserna para o centro do poder a fim de tentar compensar sua falta de legitimidade"

De acordo com o jornalista Leonardo Sakamoto, "o mais triste é saber que os malucos de plantão que têm saudade da ditadura militar" foram "alimentados pelo próprio Michel Temer, que tirou as Forças Armadas da caserna para o centro do poder a fim de tentar compensar sua falta de legitimidade"
De acordo com o jornalista Leonardo Sakamoto, "o mais triste é saber que os malucos de plantão que têm saudade da ditadura militar" foram "alimentados pelo próprio Michel Temer, que tirou as Forças Armadas da caserna para o centro do poder a fim de tentar compensar sua falta de legitimidade" (Foto: Leonardo Lucena)

247 - "A pauta antidemocrática tenta surfar a onda do movimento grevista através de grupos de caminhoneiros simpáticos à ideia de uma ''intervenção militar'' (vulgo, golpe) e indivíduos que não têm relação com a categoria, mas foram convocados por coletivos de extrema direita. Tanto em bloqueios e acostamentos nas estradas quanto nas vias do WhatsApp", escreve o jornalista Leonardo Sakamoto. "Mas está longe de ser opinião corrente entre os caminhoneiros em greve a pauta maluca, tosca e desvairada de golpe", acrescenta.

De acordo com o jornalista, "o mais triste é saber que os malucos de plantão que têm saudade da ditadura militar (e seus paus-de-arara e cadeiras de choque, suas prisões arbitrárias e os habeas corpus transformados em lixo, suas megaobras superfaturadas e as tentativas de genocídio indígena, seus protestos encerrados com prisões e greves terminadas na bala, suas aposentadorias especiais para filhas de militares e seus loteamentos de cargos com amigos, seu desmatamento e seu trabalho escravo nas alturas, seu alto endividamento externo) foram alimentados pelo próprio Michel Temer, que tirou as Forças Armadas da caserna para o centro do poder a fim de tentar compensar sua falta de legitimidade".

"Enquanto isso, as instituições vão se fragmentando. Se não resolver a crise rapidamente e impedir que ela alimente outras semelhantes, que significam novas ondas para os antidemocratas surfarem, Michel Temer corre o risco de ter que sacrificar a si mesmo diante de um país inviabilizado. Por exemplo, convencido por um acordo para não ser preso por corrupção logo após deixar o poder. Por que a História mostra que não existe vácuo de poder".

Leia a íntegra no Blog do Sakamoto

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